quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O Dia em que a Terra incendiou-se



Um asteróide destruiu um mundo e abriu caminho para outro

Muitos sabem que o impacto de um asteróide ou cometa foi a possível causa do fim repentino da época dos dinossauros. Não se sabe com exatidão, porém, como se deu a extinção desses animais e de muitas outras espécies, nem como os ecossistemas reconstituíram-se depois do choque. O cataclisma ultrapassou em muito os limites das agressões que os seres vivos normalmente têm de superar. O asteróide ou cometa cortou o céu cerca de quarenta vezes mais rápido que a velocidade do som. Era tão grande que, ao tocar o solo, sua borda superior estava além da altitude de um avião de cruzeiro (10 km). A explosão produzida no impacto foi o equivalente a 100 trilhões de toneladas de TNT, a maior liberação de energia jamais vista no planeta nos últimos 65 milhões de anos.

Os vestígios desta colisão jazem sob as florestas tropicais de Yucatán, as ruínas maias de Mayapán, a vila portuária de Progreso e as águas do Golfo do México. A cratera, chamada de Chicxulub depois do estabelecimento de vilas maias na área, tem aproximadamente 180km de diâmetro e é circundada por uma falha circular de 240km, aparentemente produzida quando a crosta reverberou com a onde de choque produzida pelo impacto.

Às vezes, a ciência supera a ficção científica em sua capacidade de espantar e surpreender, como no caso do impacto que destruiu um mundo e abriu caminho para outro. Entretanto, estudos realizados durante os últimos anos sugerem que o aniquilamento das espécies não foi conseqüência direta e imediata do impacto, e sim de uma variedade de efeitos severos e complexos sobre o ambiente, que espalhou a devastação no mundo inteiro. Uma das forças mais destrutivas foi o incêndio de varias áreas de floretas continentais. O fogo destruiu habitats importantes, desmantelou a base das cadeias alimentares continentais e contribuiu para o declínio da fotossíntese.

Além de devastas as florestas, os incêndios causaram severa poluição do ar. A fuligem e a poeira geradas no impacto toldaram o céu de todo o planeta, tornando-o impermeável à luz solar. Cálculos sugerem que a superfície terrestre ficou escura como uma caverna, embora ainda não se saiba a dimensão exata desta escuridão. Plantas fotossintetizantes morreram e cadeias alimentares entraram em colapso, mesmo em áreas não atingidas pelos incêndios, como o mar. Esse período tem sido comparado a um “inverno nuclear”, um período de frio que alguns analistas sugerem que adviria após uma explosão nuclear. [...] A poeira levou meses para assentar, provavelmente caindo na forma de uma chuva azulada semelhante à chuva de cinzas azul que sobrevém às erupções vulcânicas atuais [...]

O mundo após o impacto de Chicxulub, tornou-se diferente até mesmo nos cheiros e nos sons. Ao ouvir gravações de sons de pássaros, insetos e macacos, somos como que magicamente transportados à Amazônia e a outras florestas tropicais atuais. Se tivéssemos gravados os sons do Cretáceo, ouviríamos os dinossauros movendo-se entre as folhagens e seus chamados de comunicação, além do zumbir de alguns insetos. Os mamíferos estariam relativamente silenciosos, esgueirando-se entre a vegetação , como fazem as toupeiras hoje. Nos meses após o impacto, o mundo tournou-se muito quieto. O ambiente era dominado apenas pelo som do vento, das correntezas e do cair da chuva. Aos poucos, insetos e, depois, mamíferos puderam novamente ser ouvidos. Centenas de anos ou, quem sabe, centenas de milhares de anos foram necessários para que os ecossistemas constituíssem novas e sólidas arquiteturas.

A diversidade da vida foi sua salvação. Apesar do desaparecimento de inúmeras espécies e incalculável quantidade de indivíduos, algumas formas de vida sobreviveram e proliferaram. O impacto inaugurou os novos nichos ecológicos para a evolução dos mamíferos, que levou ao desenvolvimento de nossa própria espécie. Nesse sentido, a cratera de Chicxulub foi o cadinho da evolução humana.

FONTE: David A. Kring e Daniel D. Durda. 2003. Scientific American 289(6): 70-77 ( Tradução e Adaptação de Amabis & Martho 2004)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Por que somos o que somos?


Hoje, dia 12 de Fevereiro de 2009, comemora-se 200 anos do nascimento de Charles Darwin.
Com certeza vocês já devem ter ouvido alguma coisa a respeito deste assunto nos meios de comunicação, Internet, jornais, revistas e programas de TV; mas já se perguntaram qual o motivo de tanta comemoração pelo nascimento deste cara?
O século XIX (1801 - 1900) foi a época de três grandes pensadores que revolucionaram o pensamento humano: Sigmund Freud, o pai da psicanálise; Karl Marx, o teórico do comunismo; e Charles Darwin, o autor da teoria da evolução das espécies.
Apenas as ideias de Darwin atravessaram dois séculos de mudanças sem perderem o fôlego, com algumas discordâncias claro.

A teoria de Darwin - formulada durante uma viagem de 5 anos a bordo do navio Beagle - confrontava os ideais da Igreja Católica da época que dizia que a origem de todas as formas de vida do planeta se deu a partir da criação de um Ser superior, era a chamada teoria do Criacionismo. Por isso, com medo de represálias, Darwin demorou cerca de 21 anos para publicar sua obra - The origin of species - em 1859.

A teoria de Darwin diz que todos os serem vivos descendem e um ancestral comum e que se uma espécie for isolada em diferentes ambientes como uma ilha, a população isolada irá se adaptar àquele local, dando origem a uma nova espécie. Esta adaptação se dá por meio da Seleção Natural, que é a seleção dos indivíduos mais fortes, com o melhor material genético, com as características necessárias a viver e se reproduzir naquele ambiente. Claro que na época de Darwin ele nem sonhava o que era o tal de "material genético", por isso ele é considerado um gênio, pois concluiu tal teoria sem qualquer recurso tecnológico. Sua descoberta só é com parada com a de Nicolau Copérnico, que descobriu que a Terra girava em torno do Sol e portanto não era o centro do universo como a Igreja pregava. Ao descobrir que obedecemos às mesmas regras evolutivas dos chimpanzés, das orquídeas, até dos fungos e bactérias, tirou-nos do centro da criação.

Após 12 anos, Darwin tomou coragem e publicou um complemento à sua obra da Teoria da Evolução, com o título de "A descendência do homem", que afirmava que os seres humanos originaram-se dos macacos, sendo isto, a gota d'água para a Igreja, gerando inúmero debates entre a classe dos cientistas e dos sacerdotes.

Darwin morreu em 1882, aos 73 anos, amaldiçoado pela Igreja e aclamado pela ciência. Ainda hoje, a Teoria da Evolução é a mais aceita entre os cientistas para a explicação de como as espécies dos seres vivos são tão diferentes e adaptadas. Apesar disso, sabe-se hoje que Darwin cometeu um erro na formulação de sua teoria, a da existência da Árvore da Vida, na qual cada ramo representava uma espécie e na base desta árvore o ancestral comum de todos os seres vivos, foi derrubada em 2008, quando cientistas descobriram trechos de DNA de cobra no DNA de um boi, como revelou a reportagem especial da revista Época deste mês.

Bois são mamíferos e cobras répteis. Mamíferos e répteis, descendentes dos anfíbios separaram-se a 250 milhões de anos. Como então foi possível encontrar esses traços de DNAs em espécies tão distintas?
A única forma de isso ser possível seria por meio de um agente capaz de saltar de uma espécie para outra, invadindo o DNA do novo hospedeiro. O principal suspeito disso tudo é o Vírus, que transfere genes entre espécies de ramos distintos, interligando-os.

Portanto a Árvore da vida agora tem a forma de uma Teia, o que não desmerece a fantástica obra de Charles Darwin.

Dedico essa postagem a minha namorada Mayara Paiva, que me ajudou a escrever este texto e que em apoia sempre. Te Amo. Grande Beijo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Filtro solar para plantas??


Você pode achar que apenas nós humanos sofremos quando em exposição excessiva aos raios do sol, mas esta enganado, as plantas também sofrem com isso. Os raios solares (bons) fornecem energia para os vegetais realizarem a fotossíntese, mas também fornece raios ultravioletas (maus) que são capazes de destruir o DNA, causando a morte celular ou a evolução para um câncer (plantas também podem ter câncer). Muitas espécies são adaptadas a viver em lugares com alta taxa de radiação solar, com por exemplo, os trópicos, onde as plantas apresentam cutícula espessa e pelos que protegem as folhas.

A revista Superinteressante deste mês tras uma reportagem que trata deste assunto e aborda a invenção de um filtro solar para plantas, o Purshade, desenvolvido por cientistas norte-americanos, que ja foi considerado uma das maiores invenções de 2008.

Esse filtro é composto por cálcio e boro, que é pulverizado nas lavouras de maçãs, mangas, abacates, romãs, uvas, tomates, pepinos, melões, berinjelas, cerejas, figos, cebolas, alhos e batatas, que são sensiveis a altas taxa de radiação.

A ideia de criar um protetor solar para as plantas surgiu por causa do buraco na camada de ozonio que está deixando passar cada vez mais raios ultravioletas. "Considerando que as mudanças climáticas e a escassez de água, é importante combater o estresse causado pelo sol nas plantantações", diz o hidrólogo Eric Wood, da Universidade Princeton, que criou o protetor solar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Como acertar na escolha da profissão?


Esta é uma indagação que a maioria dos estudantes fazem no momento de decidir e escolher o curso almejado no ato da inscrição do vestibular. Mais que isso, é decidir a profissão, o futuro, que muitas vezes o estudante não consegue visualizar.

Para isso, informação, planejamento em longo prazo e coragem para dar uma guinada neste futuro incerto são fatores essenciais para escolher uma profissão.

Por outro lado, medo, indecisão e insegurança são características marcantes dos jovens que estão às vésperas dos vestibulares e podem dificultar essa decisão entre centenas de opções de carreiras e de oportunidades de trabalho.

Para enfrentar esse momento que é de conflito e dúvidas é importante considerar os seguintes itens para a escolha da profissão:

  • Procurar informações sobre os cursos oferecidos pelas universidades;
  • Conhecer e conversar com profissionais formados pode elucidar dúvidas e listar pontos positivos e negativos da profissão;
  • Realizar teste vocacional pode revelar uma tendência para qual área seguir;
  • Não escolher uma profissão baseando-se apenas no fato dela estar em alta no mercado, isto pode ser o caminho certo para o abandono;
  • Não optar por uma profissão visando apenas o aspecto financeiro; pode ser uma alternativa errada no futuro;
  • Gostar de uma matéria no colégio não significa ter uma relação direta com as profissões;
  • Para quem está no fim de um curso e quer mudar de idéia, vale a pena concluí-lo e se formar. Seria muito frustrante voltar à estaca zero;
  • Estar ciente de que, por mais prestígio que uma universidade possa ter, a boa formação depende muito do aluno;
  • Não desistir da vocação mesmo se o mercado estiver saturado na área escolhida, pois sempre há espaço para um bom profissional.
  • Se pretender ser um funcionário público no futuro, fique atento a cursos como Direito e Administração, que sempre possuem grande quantidade de vagas nos processos seletivos;

Finalmente, pensar em tudo isso fará com que a escolha profissional seja feita de forma consciente e madura, e assim, o vestibulando de hoje tem tudo para ser um excelente profissional amanha.