quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Médico chinês transforma tomografias em arte!

O radiologista chinês Kai-hung Fung desenvolveu uma técnica que transforma tomografias computadorizadas em 3D para diagnósticos médicos em arte.

O especialista, que trabalha no Hospital Pamela Youde Nethersole Eastern, em Hong Kong, já teve sua obra reconhecida.

Uma imagem da cavidade nasal feita por Fung recebeu um prêmio em um concurso da revista Science e da Fundação Nacional para a Ciência, nos Estados Unidos.

Imagem de cavidade nasal ganhou prêmio / Cortesia Dr. Kai-hung Fung


O que Fung criou em 2006 é o que chama de "Técnica Arco-Íris", na qual adiciona cor às imagens do computador. "Estas imagens que eu crio são produzidas diretamente de um terminal médico de 3D, representando o que eu vejo nele", disse o especialista.

"Eu não uso programas de computador como o Photoshop para mudar mais as imagens".

"O meu objetivo é preservar a relação direta entre os dados e a obra de arte. É uma verdadeira integração de arte, ciência e tecnologia e tanto pode ser estudada cientificamente quanto apreciada como arte visual".

"As imagens estão cheias de informação. Cada linha ou ponto representa uma estrutura anatômica específica do organismo em estado normal ou debilitado. Isto cria uma perspectiva pouco comum".


Imagem da superfície pulmonar / Cortesia Dr. Kai-hung Fung

A reportagem acima mostra que a ciência também pode ser vista por um ângulo bem diferente, e que apesar da eficiência da tomografia, que é um aparelho que pode proporcionar imagens em 3 dimensões do corpo humano, não deixa se ser belo, podendo se tornar arte nas mãos de um médico inspirado.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Céluas-tronco vão criar vidas!


A busca pela imortalidade, ou, em outras palavras, a possibilidade de reparo infinito de órgãos e tecidos, é parte antiga do imaginário coletivo.

O que quase todos os cientistas descobriram é que a capacidade de regeneração do corpo humano é limitada. Transplantar seria uma solução - mas que não resolve a enorme demanda por órgãos de reposição e o enorme desgaste causado pelo envelhecimento. Então surgiram as células-tronco, e com elas a esperança de chegar mais perto da eternidade.

Aqui um parênteses: "célula-tronco" é a tradução do inglês stem cell, o nome dado às células de plantas que têm a capacidade de se regenerar. Hoje, esse termo é usado para identificar qualquer célula que, ao se dividir, é capaz de se autorrenovar ou formar novos tecidos ou órgãos.

As mais versáteis (e famosas) células-tronco são as embrionárias, retiradas de embriões humanos. Mas elas não são as únicas: em 2007, uma equipe liderada pelo cientista japonês Shinya Yamanaka surpreendeu o mundo ao tornar células adultas tão versáteis quanto as embrionárias. O que Yamanaka fez foi reprogramar células retiradas da pele de seres humanos - na prática, ele criou células-tronco a partir de células comuns. Uma revolução!

Em Julho deste ano, o pesquisador iraniano radicado no Reino Unido, Karim Nayernia deu mais um passo: anunciou a criação de espermatozóides a partir de células-tronco embrionárias humanas. Também prometeu para muito breve a criação de células germinativas provenientes de células não embrionárias geradas na pele. Nayernia está abrindo a seguinte porta: gerar vida a partir de um apanhado de células da pele. Ou seja: mais do que concretizar o antigo sonho da vida longa, o iraniano quer usar a técnica para gerar vida em laboratório.

Ainda que não esteja claro se esses espermatozóides realmente serão capazes de fecundar um óvulo e iniciar um processo de reprodução humana, a porta está aberta. Já dá para ver, num futuro não muito distante, a medicina sendo capaz de fazer casais inférteis gerar filhos. Ou duas mulheres gerar uma criança. Ou uma criança gerar outra criança. São novas formas de começar uma vida. Que vão abrir uma séria de discussões éticas, mas que acabarão por beneficiar a sociedade muito mais do que prejudicá-la.
(Superinteressante, Agosto de 2009)

A ideia da reportagem acima nos mostra como a ciência evolui cada vez mais. A dez anos atrás, a questão das células-tronco talvez fosse uma utopia, e hoje já se fala em criar uma célula-tronco. Assim como toda pesquisa científica, a ética precisa ser levada em consideração para não ultrapassar os limites aceitáveis pela sociedade, mas mesmo assim, não se pode censurar a ciência, que quando é bem intencionada, é muito útil para a humanidade.

Como toda novidade é cercada de desconfiança, essa possibilidade da criação da vida a partir de células da pele por exemplo, precisa ser analisada com cuidado, já que daqui a alguns anos, depois de bem consolidada, pode resolver o problema de casais com problemas de fertilidade.

Devemos apoiar a ciência do bem, que resolve, que ajuda, que cura. A ciência do homem que brinca de ser Deus, não deve ganhar créditos, até porque Deus está acima de qualquer religião a até mesmo da própria ciência.