domingo, 25 de abril de 2010

A vacina contra a gripe suína é segura?

Bom, na verdade essa gripe provocou muito alarde na população no ano passado, principalmente por causa da imprenssa. As mortes foram causadas principalmente pelo estado de saúde dos afetados, a maioria com problemas cardiovasculares, imunosuprimidos, grávidas e crianças.

Como diria o velho ditado, é melhor previnir do que remediar, portanto, esse quase um ano pós pandemia de gripe, teria sido suficiente para que as autoridades sanitárias desenvolvessem uma vacina eficiente para o caso.
Se a vacina é segura ou não, nós veremos com o tempo, mas por enquanto, acoselhor quem está na faixa de risco, vacine-se.
Eu já me vacinei, e vc?

Abraço

sábado, 17 de abril de 2010

Vacine-se!


Começou no mês de março uma intensa campanha de imunização contra um vírus perigoso que vitimou muitas pessoas no ano passado, o H1N1.

A conhecida gripe suína teve origem detectada em 1930 afetando criações de suínos, porém era inofensiva ao homem. No ano passado, um vírus mutante que teria características da gripe suína, aviária e humana, foi capaz de causar doenças no homem, provocando mortes e gerando pânico na população mundial. Estabeleceu-se uma pandemia.

A população foi pega de surpresa por esse vírus que, somente no Brasil contaminou mais de 9.000 pessoas, levando à morte 900, dentre essas, idosos, gestantes e crianças foram os casos mais críticos.

Desde então, os cientistas trabalharam na produção de uma vacina eficiente contra a gripe A. O processo consiste em isolar os vírus causadores da enfermidade e inativá-los, evitando assim que causem a doença, porém a presença do vírus no corpo é suficiente para ativar o alerta das células de defesa (glóbulos brancos) que produzem anticorpos, num processo chamado imunização.

Se uma pessoa imunizada vier a se contaminar com a gripe A, as células de defesa rapidamente produzem anticorpos que neutralizam o vírus, impedindo o desenvolvimento da doença.

A vacinação será feita a princípio nas faixas etárias mais atingidas no ano passado, pois ainda não existe vacina suficiente para imunizar todos os brasileiros. Profissionais de saúde e grupos indígenas, gestantes, os doentes crônicos, crianças entre seis meses e dois anos, jovens com idade entre 20 e 29 anos e a população de 30 a 39 anos são os alvos da vacinação. Os adolescentes não serão vacinados nesta primeira etapa e por isso devem ficar atentos as formas de prevenção da doença:

Evitar aglomerações, principalmente em lugares fechados;

Ao espirrar, cobrir a boca com as mãos ou um lenço;

Lavar constantemente as mãos, pois o vírus pode sobreviver em lugares como a maçaneta de uma porta;

Comer carne de porco cozida não passa a doença, pois, o vírus é destruído à 70°C;

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, porém, mais agudos e incluem febre acima de 38°, moleza, falta de apetite e tosse. Coriza clara, garganta seca, náusea, vômito e diarréia também podem acontecer; assim como, dores de cabeça, irritação nos olhos e dor muscular e articular.

Não marque bobeira com a gripe suína, vacine-se, não seja mais um número nas estatísticas!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Visões antes da morte" podem ser resultado de grande quantidade de CO2 no sangue.


Cientistas acreditam ter encontrado a explicação para os relatos feitos por pessoas que estiveram perto da morte, de visões como uma "luz no fim do túnel" ou de imagens dos momentos vividos desfilando como um filme diante dos olhos.

A equipe da Universidade de Maribor, na Eslovênia, examinou as informações de 52 pacientes durante o momento de uma parada cardíaca, e concluiu que esses fenômenos se devem aos altos níveis de dióxodo de carbono (CO2) presentes no sangue naquele exato momento, por conta da suspensão da respiração.

Os níveis elevados deste composto químico foram registrados em 11 pacientes que relataram ter vivido experiências do tipo, segundo um artigo na revista científica "Critical Care".

Os pesquisadores não encontraram nenhum padrão associado a sexo, idade, nível de educação, credo, medo da morte, medo da recuperação ou drogas subministradas durante o ressuscitamento.

Entre as experiências relatadas por pacientes que estiveram próximos da morte estão a visão de um túnel ou uma luz forte, uma entidade mística e até a sensação de "sair do próprio corpo". Outros relatam apenas uma sensação de paz e tranquilidade.

Na cultura popular, esses fenômenos são atribuídos à religião ou às drogas. Mas, para a equipe eslovena, o estudo oferece uma explicação mais consolidada de por que tantos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam estas sensações.

Estima-se que entre 10% e 25% dos pacientes que sofrem de paradas cardíacas vivenciam algo semelhante.

A anoxia - a morte de células do cérebro em consequência da falta de oxigênio - é uma das principais teorias para explicar as experiências vividas em momentos de morte iminente. Mas este efeito foi estatisticamente insignificante no pequeno grupo de onze pacientes que as vivenciaram no estudo esloveno.

Em compensação, os níveis de CO2 no sangue destes pacientes foi muito mais alto que no resto dos pacientes da pesquisa.

Outros experimentos já mostraram que inalar dióxodo de carbono pode levar alucinações similares às relatadas em momentos de morte iminente.

O que a equipe ainda não sabe, porém, é se estes altos níveis de CO2 se devem à parada cardíaca ou se já eram registrados antes do fenômeno.

"Esta é potencialmente outra peça do quebra-cabeças. Precisamos de mais pesquisas", disse a pesquisadora que coordenou o estudo, Zalika Klemenc-Ketis.

"Experiências de quase morte nos fazem questionar nossa compreensão da consciência humana, portanto, quanto mais, melhor."

O cardiologista Pim van Lommel, que há anos estuda fenómenos semelhantes, descreveu as conclusões como "interessantes".

"Mas eles não encontraram a causa, apenas uma associação. Acho que isto permanecerá um dos grandes mistérios da humanidade", disse.

"As ferramentas que os cientistas possuem simplesmente não são suficientes para explicá-los."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bebê gordinho pode não ser tão fofo assim, afirmam cientistas


As escolas já proíbem salgadinhos, emitem boletins de obesidade e reservam espaço nas cantinas para saladas. Recentemente, a campanha da primeira-dama americana Michelle Obama para acabar com a obesidade infantil prometeu reformular o almoço das escolas e colocar os jovens para se mexer. Fabricantes de bebidas afirmaram ter reduzido em quase 90% o alto número de calorias fornecidas às escolas nos últimos cinco anos. No entanto, uma nova pesquisa sugere que intervenções direcionadas a crianças em idade escolar podem ser tardias.

Cada vez mais evidências apontam para eventos muito cedo na vida – quando a criança ainda é pequena, bebê e até mesmo antes do nascimento, no útero da mãe – que podem colocar os pequenos numa trajetória em direção à obesidade muito difícil de ser alterada quando chegam ao jardim de infância. A evidência não é extremamente sólida, mas sugere que esforços preventivos devem começar mais cedo.

Algumas intervenções precoces já são amplamente praticadas. Médicos recomendam que mulheres acima do peso percam peso antes da gravidez, em vez de depois, para reduzir o risco de obesidade e diabetes no filho; a amamentação também é recomendada para diminuir o risco de obesidade.

Porém, restrições de peso ou dieta em crianças pequenas têm sido evitadas. “Antes, era um tabu classificar uma criança com menos de 5 anos como acima do peso ou obesa, mesmo que a criança o fosse”, diz Elsie Taveras, da Faculdade de Medicina de Harvard, principal autora de um artigo recente sobre disparidades raciais em fatores de risco precoces. “A ideia era que isso estigmatizava demais a criança.”

A nova evidência “questiona se nossas diretrizes nos últimos dez anos foram suficientes”, diz Elsie. “Não que estivéssemos errados – obviamente, é importante melhorar o acesso a alimentos saudáveis em escolas e aumentar os exercícios físicos. Mas isso pode não ser suficiente.” Grande parte da evidência vem de um estudo incomum de longo prazo de Harvard, liderado por Matthew Gillman, que tem acompanhado mais de 2 mil mulheres e bebês desde o estágio inicial da gravidez.

Assim como as crianças e os adolescentes, os bebês e as criancinhas pequenas estão engordando. Uma em cada dez crianças com menos de 2 anos de idade está acima do peso. A porcentagem de crianças entre 2 e 5 anos que são obesas aumentou de 5% em 1980 para 12,4% em 2006.

No final do ano passado, um comitê de estudo do Instituto de Medicina foi encarregado, pela primeira vez, de desenvolver recomendações de prevenção à obesidade especificamente para o grupo de crianças de 0 a 5 anos. O relatório, que deverá sair em 18 meses, analisará o papel do sono e dos primeiros padrões de alimentação, assim como a atividade física.

“Todo mundo tem apontado para esse primeiro período, afirmando que aparentemente ocorre algo ali que tem efeitos duradouros na vida da criança”, afirma Leann Birch, diretora do Centro para a Pesquisa de Obesidade Infantil da Universidade Estadual da Pensilvânia e líder do comitê.

Cientistas como Leann temem o que se chama de mudanças epigênicas. Os genes herdados da mãe e do pai podem ser ativados e desativados, e a força de seus efeitos pode ser mudada por condições ambientais nas primeiras fases do desenvolvimento. Muitos médicos estão preocupados com mulheres obesas e pouco saudáveis antes da gravidez porque o útero da mãe é o primeiro ambiente do bebê.

Um dos estudos mais convincentes sobre a relação entre diabetes gestacional na mãe e diabetes no filho foi realizado quase dez anos atrás com índios pima, da América do Norte. Irmãos nascidos depois que a mãe desenvolveu diabetes tipo 2 tiveram um IMC (índice de massa corpórea) mais alto durante toda a infância e tiveram quase quatro vezes mais probabilidade de desenvolver diabetes, em comparação a irmãos nascidos antes do diagnóstico.

“O ambiente intrauterino de uma mulher com diabetes nutre em excesso o feto”, diz a principal autora do estudo, Dana Dabelea, epidemiologista da Faculdade de Saúde Pública do Colorado. Ela acrescenta que isso “reconfigura o ponto de saciedade do filho e o predispõe a comer mais”.

Especialistas afirmam que a mudança pode exigir o abandono de alguns valores culturais. “A ideia de que um bebê grande é saudável, a ideia de que um bebê que chora provavelmente está com fome e deve ser alimentado, são coisas que precisamos repensar”, desafia Leann.

www.g1.globo.com/ciencia