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domingo, 1 de agosto de 2010

Já acabou o Domingo?


Estava realizando minhas atividades dominicais, como a elaboração de um simulado, quando me deparei com a seguinte reportagem em um site: "Dá para escapar da síndrome do fim de Domingo?". Isso mesmo, descobri porque todo o final de Domingo dá vontade de sumir, ou simplesmente aquela angústia que você não sabe explicar.

Me lembro que desde a adolescência já me perguntava o porque daquela sensação de mal estar após o termino do Domingão do Faustão - não porque gostava demais daquele programa - mas sim porque já estava sofrendo desta enfermidade. Segundo a explicação da reportagem, o ser humano é desde cedo influenciado ou ensinado a sempre pensar no futuro imediato, ou seja, no dia de amanhã. Somos condicionados a dormir cedo, pois amanha é dia de escola - tarefas, provas ou o fato de voltarmos a ter responsabilidade nos cria essa expectativa negativa.

O ser humano necessita de rotina e horários para organizar sua vida, e é por isso que nosso dia de folga se torna tão prazeroso, pois contamos os dias para chegar, e não vemos as horas com que eles se vão. O sábado é o verdadeiro dia da folga, pois sabemos que amanha é domingo e hoje tudo é possível. O domingo é bom - tem corrida, tem almoço com a família, tem futebol à tardezinha. Depois disso nossa cabeça se volta para as obrigações de segunda, e as crianças pensam na lição a entregar, os adolescentes pensam nas provas para a qual não estudaram ainda, o trabalhado pensa no seu chefe mau humorado, enfim cada um com sua rotina.

Mas imagine um domingo sem segunda? Se fosse assim, você estaria de férias. As férias são imunes à síndrome do Domingo, mas também o Sábado perde a graça, porque você não passa a semana esperando ele chegar.

Não deixe que a música inicial do Fantástico lhe traga maus pensamentos, encare isso como um sentimento necessário. Realizando todas suas tarefas com antecedência, não deixando tudo para a ultima hora, tenha certeza que o final de Domingo pode ser muito mais prazeroso do que você imagina.

E viva a Segunda-feira!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Visões antes da morte" podem ser resultado de grande quantidade de CO2 no sangue.


Cientistas acreditam ter encontrado a explicação para os relatos feitos por pessoas que estiveram perto da morte, de visões como uma "luz no fim do túnel" ou de imagens dos momentos vividos desfilando como um filme diante dos olhos.

A equipe da Universidade de Maribor, na Eslovênia, examinou as informações de 52 pacientes durante o momento de uma parada cardíaca, e concluiu que esses fenômenos se devem aos altos níveis de dióxodo de carbono (CO2) presentes no sangue naquele exato momento, por conta da suspensão da respiração.

Os níveis elevados deste composto químico foram registrados em 11 pacientes que relataram ter vivido experiências do tipo, segundo um artigo na revista científica "Critical Care".

Os pesquisadores não encontraram nenhum padrão associado a sexo, idade, nível de educação, credo, medo da morte, medo da recuperação ou drogas subministradas durante o ressuscitamento.

Entre as experiências relatadas por pacientes que estiveram próximos da morte estão a visão de um túnel ou uma luz forte, uma entidade mística e até a sensação de "sair do próprio corpo". Outros relatam apenas uma sensação de paz e tranquilidade.

Na cultura popular, esses fenômenos são atribuídos à religião ou às drogas. Mas, para a equipe eslovena, o estudo oferece uma explicação mais consolidada de por que tantos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam estas sensações.

Estima-se que entre 10% e 25% dos pacientes que sofrem de paradas cardíacas vivenciam algo semelhante.

A anoxia - a morte de células do cérebro em consequência da falta de oxigênio - é uma das principais teorias para explicar as experiências vividas em momentos de morte iminente. Mas este efeito foi estatisticamente insignificante no pequeno grupo de onze pacientes que as vivenciaram no estudo esloveno.

Em compensação, os níveis de CO2 no sangue destes pacientes foi muito mais alto que no resto dos pacientes da pesquisa.

Outros experimentos já mostraram que inalar dióxodo de carbono pode levar alucinações similares às relatadas em momentos de morte iminente.

O que a equipe ainda não sabe, porém, é se estes altos níveis de CO2 se devem à parada cardíaca ou se já eram registrados antes do fenômeno.

"Esta é potencialmente outra peça do quebra-cabeças. Precisamos de mais pesquisas", disse a pesquisadora que coordenou o estudo, Zalika Klemenc-Ketis.

"Experiências de quase morte nos fazem questionar nossa compreensão da consciência humana, portanto, quanto mais, melhor."

O cardiologista Pim van Lommel, que há anos estuda fenómenos semelhantes, descreveu as conclusões como "interessantes".

"Mas eles não encontraram a causa, apenas uma associação. Acho que isto permanecerá um dos grandes mistérios da humanidade", disse.

"As ferramentas que os cientistas possuem simplesmente não são suficientes para explicá-los."

quarta-feira, 31 de março de 2010

O aprendizado durante o sono.


O aprendizado durante o sono sempre foi uma promessa vazia, sem comprovação científica. Mas um estudo realizado pela Northwestern University acaba de provar que, sim, é possível aprender dormindo.

Voluntários foram expostos a 50 imagens, mostradas em sequência numa tela. Cada imagem tinha um som associado: a foto de um gata era acompanhada de um miado, uma dinamite por uma explosão, e por ai vai. Em seguida, os voluntários foram dormir.

Quando eles entraram na fase de ondas cerebrais lentas, em que o sono é mais profundo, os cientistas tocaram os sons. Metade dos voluntários ouviu esses sons enquanto dormia. A outra metade não.

Todos foram acordados e passaram por um teste de memória. Quem tinha sido exposto aos sons enquanto dormia se deu melhor - se lembrou de mais figuras e foi mais preciso quanto a posição de cada uma na tela. "Nossos resultados mostraram que informações recebidas durante o sono podem influenciar a memorização", concluiu o estudo, que confirmou uma descoberta similar feita por neurologistas alemães.

Isso não significa que seja possível aprender qualquer coisa durante o sono. Além disso, o aprendizado noturno exige que a pessoa tenha contato prévio, acordada, com o que deseja aprender. Ainda não chegou a hora de trocar os livros pelo travesseiro.

reportagem retirada da revista Superinteressante de Abril/2010
BIOCISTRON .