Ao contrário do que muitos pensam, o planeta Terra ainda possui lugares praticamente inexploráveis. Claro, com a imensidão das florestas tropicais, topo de montanhas de difícil acesso, e as geleiras dos pólos ártico e antártico, ainda existe muitos locais para o homem explorar e descobrir animais e plantas ainda não descritas. Mas nenhum destes habitats se compara às profundezas dos oceanos, praticamente tão desconhecidos como qualquer galáxia.
De acordo com o documentário Planeta Azul do Discovery Channel, mais de 60% da Terra é coberta por águas de mais de 1.000m de profundidade, sendo este, o maior e o mais inexplorado habitat do planeta. Mais pessoas viajaram ao espaço do que chegaram às profundezas do oceano.
Nestas regiões não existem plantas ou algas que sirvam como base da cadeia alimentar, pois em muitos casos a luz do sol não ultrapassam 200m, deste modo, os animais que vivem ali, precisam se adaptar às condições que são muito diferentes das que conhecemos, como pressão, temperatura, luz, salinidade, o que faz com que estes animais desenvolvam ferramentas únicas para predação, diversidade e reprodução.
Devido à falta de luz, muitos predadores produzem bioluminescência, geralmente uma associação com bactérias que serve para capturar presas, desviar atenção de predadores e se comunicar com membros da mesma espécie. Um destes predadores é o peixe-pescador (angler fish), que para poupar energia, adota uma estratégia de "senta-espera" em que atrai a presa com sua barbatana luminescente e a captura com longos dentes curvados para dentro, o que impede a fuga das presas. Esta criatura que lembra mais um filme de horror, foi fielmente reproduzido pelo filme "Procurando Nemo" e pode ser conferido na figura abaixo.


A lula-colossal é o maior molusco existente e pode chegar a mais de 10m de comprimento de pesar mais de 2 toneladas. Ela vive entre 2.000 e 2.200m de profundidade. A lula-colossal possui ganchos nos tentáculos que possibilita que ela escape do seu mais voraz predador, a baleia cachalote.

