terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Perigos das anfetaminas!


Rebite ou Bolinha


É uma droga derivada de anfetaminas que estimula o sistema nervoso central fazendo com que ele tenha um ritmo mais acelerado de trabalho. Seu nome varia de acordo com seus usuários.

São usadas por motoristas que pela necessidade de dirigir bastante entre dias e noites sem descanso tomam a droga, por estudantes que passam dias e noites estudando e por pessoas que querem emagrecer por conta própria.

Normalmente são ingeridos com bebidas alcoólicas para potencializar seu efeito. Conhecida pelos motoristas como rebite e pelos estudantes e outros como bolinha, a droga é sintética, ou seja, é produzida em laboratório onde algumas podem até se comercializadas como remédios.

O rebite afeta várias áreas comportamentais do organismo. A pessoa apresenta um quadro de insônia, perda de apetite, fala rápida, sente-se revigorado fazendo com que o organismo trabalhe de forma excessiva e acida de suas condições reais.

Após passado o efeito, muitos tomam outra dose para continuar seus afazeres, porém a droga passa a ter sua eficiência reduzida pelo fato de que o organismo já está cansado, fraco e sem condições de manter o pic desejado.

Entre os efeitos já citados, podemos ainda mostrar o que ela inda pode fazer no organismo.

A droga produz a dilatação dos olhos causando maior ofuscamento, taquicardia, aumento da pressão sanguínea, agressividade, irritação, delírio percecutório, alucinações, paranóia, palidez e degeneração das células cerebrais.

O uso contínuo dessa droga leva o organismo a acostumar-se com tal substância fazendo com que o usuário tome doses cada vez maiores. Tal fato atenta par o vício e para a síndrome da abstinência. Algumas pessoas quando não consomem a droga ficam depressivas ou irritadas, entretanto, não é uma regra geral.

Portanto moçada, muito cuidado com medicamentos que prometem melhorar atenção e a concentração no momento das provas. Você pode obter efeitos indesejados.

texto enviado por email pela farmacêutica Mayara Lopes Paiva

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Animação da Coagulação Sanguínea

O vídeo abaixo é uma animação feita pela Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto, disponibilizado no Youtube que ilustra muito bem o processo de coagulação sanguínea.

Divirtam-se.

Qualquer dúvida entrem em contato.

abraço moçada.


video

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Gabarito - Intensivão - Semana 01. Correção

Moçada, algumas questões estavam trocadas em relação a apostila e o gabarito. Abaixo vai a correção das questões alteradas.


34. e
35. e
40. b
41. d
44. d
45. d
51. e
52. d


Pronto.

Abraços

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

GABARITO - APOSTILA 1 - INTESIVÃO 2010 - AVANT GARDE

01. c
02.a
03. a
04. c
05. c
06. c
07. d
08. c
09. d
10. b
11. b
12. e
13. a
14. a
15. c
16. b
17. a
18. a
19. e
20. d
21. b
22. b
23. c
24. d
25. a
26. b
27. b
28. c
29. b
30. b
31. e
32. e
33. d
34. e
35. e
36. b
37. c
38. b
39. a
40. d
41. b
42. a
43. c
44. d
45. d
46. c
47. c
48. c
49. d
50. a
51. d
52. e
53. c

domingo, 17 de outubro de 2010

O novo dilema da genética!


Lendo o blog da pesquisadora Mayana Zatz para o site da revista Veja, vi uma questão interessante sobre o futuro das descobertas do genoma. Até que ponto é interessante para uma pessoa saber sua possibilidade de portar um gene que lhe causará uma doença grave e sem tratamento?

Um exemplo ocorreu com um casal de irmãos que há dez anos atrás procurou o laboratório de Mayana para realizar um exame de DNA com a intenção de saber qual dos dois portava o gene defeituoso que causara ataxia em sua mãe, avó e dois tios maternos. Mas qual seria a reação deles ao saber da possibilidade de desenvolver a doença no futuro? Por fim, não realizaram o exame e permaneceram na incerteza.

Dez anos mais tarde, voltaram ao laboratório. O rapaz com 45 anos, claramente afetado pela doença, e a moça - aos 35 - normal. Ela agora não estava interessada em saber sobre sua possível chance de desenvolver a doença, mas sim gostaria de ser mãe, porém não pretendia passar o gene afetado para seu futuro filho. Como fazer isso com segurança?

A proposta dela era realizar fertilização in vitro com um espermatozóide do marido e um óvulo normal de uma doadora. Mas isso custaria caro emocionalmente e financeiramente sem garantias de sucesso. O que fazer?

Seria correto realizar o exame de DNA sem o consentimento da paciente? Se detectado o gene afetado, permanecer em silêncio e continuar com o processo de fertilização; OU, se o resultado fosse negativo para o gene, dar essa ótima notícia para ela e evitar esses futuros gastos?

O que seria mais correto nesse cenário? Até que ponto o conhecimento de nosso genoma pode ajudar ou atrapalhar nossas vidas.

Opine Leitor.

Abraço.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cientistas defendem 5 momentos para início da vida humana

Os cientistas não têm consenso sobre o momento exato em que começa a vida humana, mas há cinco hipóteses mais aceitas.

Cada uma delas, listadas pelo biólogo americano Scott Gilbert no livro "Biologia do Desenvolvimento", parte de uma característica considerada essencial à existência dos seres humanos.

A primeira é a abordagem genética. Para ela, já há vida no momento da fecundação, porque a união do espermatozoide ao óvulo dá origem a uma nova combinação de genes -um DNA inédito.

"Há vários pontos, inclusive éticos, a considerar, mas eu acredito que a fecundação marca o início da vida", afirma o especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi. A maioria das religiões apoia esse conceito.

A geneticista da USP Lygia Pereira diz que a definição do novo genoma é "sem dúvida importantíssimo para o início da definição de vida", mas afirma que isso não significa que seja o ponto definitivo no conceito de vida.

"Existem muito mais fatores", diz ela, que prefere não apontar um momento único.

Outro fator, por exemplo, é o início da gastrulação -processo de divisão que dá origem aos diferentes órgãos. Disso surge uma posição diferente da Cambiaghi, que diz ser necessário esperar até essa divisão começar para determinar o início da vida. A gastrulação começa quando o zigoto, que a partir desse ponto é chamado de embrião, instala-se no útero.

Boa parte dos abortos espontâneos acontece ainda nesse estágio e a mulher sequer percebe a gravidez.

Um terceiro fator considerado é a atividade neuronal. Como a morte cerebral é interpretada como fim da vida humana, por simetria, o começo da atividade cerebral marcaria o seu princípio. Essa é a opinião da embriologista da USP Irene Yan.

"Como indivíduo, o ser humano começa com o desenvolvimento da atividade cerebral", afirmou ela. Boa parte dos cientistas considera que isso ocorre após o primeiro trimestre de gravidez, mas há divergência sobre o momento exato. Para Yan, o critério de vida precisa ser adaptado em cada espécie. "Ouriços do mar, por exemplo, não têm cérebro. Precisamos, então, encontrar outros critérios que determinem a formação de nova vida para essa espécie."

Bem menos difundida, mas também presente, é a abordagem ecológica, uma quarta linha de pensamento. Para ela, a vida começa quando o feto já é capaz de sobreviver fora do útero, o que aconteceria normalmente no sétimo mês de gestação. Com o avanço da medicina, no entanto, esse critério fica mais difuso, pois há casos de bebês que sobrevivem nascendo bem antes.

Um último ponto de vista defende que o feto só existe como vida quando se torna biologicamente independente de sua mãe. No Brasil, esse é o conceito usado para determinar quando o indivíduo passa a ter alguns dos seus direitos constitucionais básicos -o feto só tem personalidade jurídica depois do nascimento.

retirado da reportagem de Giuliana Miranda de www.folha.com.br/ciencia em 15/10/2010

Opine sobre esse assunto. Deixe um comentário e responda a enquete.

Abraço

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cirurgia de catarata!

Confira abaixo, como é feito o processo cirurgico de correção de catarata, que é caracterizada pela opacidade do cristalino.


video

domingo, 19 de setembro de 2010

Terapia Gênica traz esperanças para pacientes com Talassemia.


A talassemia é uma forma de anemia, causada por uma deficiência gênica na produção de uma das cadeias de hemoglobina, resultando na produção incorreta de glóbulos vermelhos do sangue. Pacientes com essa enfermidade necessitam receber incômodas transfusões de sangue para diminuir os sintomas. A terapia gênica para essa forma de anemia pareceu ser bem sucedida para pacientes, que após três anos de tratamento não precisaram mais receber doações. Resta saber o quanto do fator sorte pode estar por traz deste sucesso.

Os pacientes com beta-talassemia são portadores de genes defeituosos para a produção de beta-hemoglobina o que os mantêm refém de muitas transfusões de sangue ao longo de suas vidas. Esse incoveniente e debilitante processo acaba por reduzir a expectativa de vida dos afetados. O único remédio conhecido para esse mal é o tratamento com células-tronco, porém a maioria dos doentes não encontra um doador compatível.

Devido a natureza exaustiva do tratamento, a terapia gênica tem sido vista por muitos com uma perspectiva muito empolgante. Um exemplo recente deste avanço é um homem de 18 anos com uma cópia não funcional e outra instável do gene para beta-hemoglobina. Ele recebia transfusões desde os três anos de idade.

Philippe Leboulch da Harvard Medical School, faz parte da equipe que realizou o estudo, que descreveu como "mudança de vida". "Antes deste tratamento, o paciente recebia transfusão a cada mês. Agora, ele tem um emprego de turno cheio como cozinheiro", diz ele.

No entanto, Michael Antoniou do King's College London, defende que este processo foi "um evento extremamente fortuito", e que o resultado positivo observado é improvável que seja reproduzido em outros pacientes.

O procedimento foi realizado da seguinte forma. Em 2007, uma equipe internacional liderada por Marina Cavazzana-Calvo, da Universidade Paris-Descartes extraiu células-tronco hematopoiéticas (HSCs) da medula óssea do paciente. Estas células dão origem a todos os tipos de células do sangue, incluindo à hemácias. Os cientistas cultivaram essas células, misturando-as à vetores de lentivírus - um retrovírus - em que uma cópia funcional do gene beta-globina foi introduzido.

Quimioterapia foi usado para eliminar o maior número de HSCs defeituosas, evitando a diluição das células geneticamente corrigida, que foram então transplantadas. Níveis de glóbulos vermelhos saudáveis e normais β-globina no corpo do sujeito aumentaram gradualmente até que, em torno de um ano após o tratamento, ele já não necessitava de transfusões. Após 33 meses, ele permanece ligeiramente anêmico, mas o fato de permanecer livre de transfusão tem sido aclamado como um sucesso.

No entanto, essa conquista é temperado por uma nota de advertência. Os pesquisadores detectaram a superexpressão de uma proteína chamada HMGA2, que tem sido associada ao câncer, em uma alta proporção das células geneticamente modificadas.

A superexpressão ocorreu porque o vetor lentivírus podem integrar aleatoriamente cromossomos. Por acaso, um clone de células hematopoiéticas transplantadas continha um vetor de inserção no gene HMGA2. Um ano após o transplante, os investigadores observaram que a proporção de células geneticamente modificadas originadas deste clone de célula especial foi subindo até chegar a um patamar de 50%.

As razões para a superexpressão desse clone particular permanecem obscuras. Luigi Naldini, um pesquisador de terapia genética em San Raffaele Teleton Instituto de Terapia Gênica, em Milão, na Itália, diz que o transplante com uma grande população inicial de HSCs modificadas, pode ser a chave do sucesso do tratamento.

Analisando o sistema hematopoiético na íntegra, os pesquisadores descobriram que níveis mais elevados de HMGA2 estavam presentes em apenas cerca de 5% das células circulantes do paciente, mas a superexpressão de HMGA2 levou ao aumento das células do sangue. Os cientistas dizem que este aumento causado pela superexpressão de HMGA2 poderia ser parcialmente responsável pelos benefícios terapêuticos, mas também poderia ser sinal de doença maligna no futuro.

Antoniou sugeriu que a função de HMGA2 é "chave" para o efeito terapêutico e que, sem a inserção involuntária, combinado com a capacidade do paciente para produzir de β-globina, naturalmente, as transfusões provavelmente continuará a ser necessária.

Mas Leboulch diz que a produção de β-globina das células modificadas foi bastante elevada antes mesmo que as células contendo a inserção atingissem a marca de 50%, de modo que a maior parte do efeito terapêutico pode ter sido devido o implante de células modificadas, mais do que a multiplicação das células do sangue causada pela inserção HMGA2. E Naldini diz que o fato de que a expressão-globina β pelas células implantadas está sendo visto como um importante avanço na medicina.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Córnea Artificial, mais um avanço da ciência!


Foi noticiado ontem (25/08) que cientistas canadenses e suecos haviam conseguido resultados excelentes com relação à pesquisa sobre alternativas para o transplante de córnea. Conseguiram o feito de criar uma córnea artificial.

A córnea é uma camada finíssima que recobre a região frontal dos olhos, como uma lente de contato. É formada basicamente por fibras de colágeno, e serve como porta de entrada para a luz que nos permite enxergar. Qualquer problema a visão embassa ou se perde por completo.

O transplante de córnea é o mais realizado no mundo e também o que se obtem mais sucesso, pois é um processo simples e sem muitos casos de rejeição. Pela falta de doadores, a ciência sempre buscou alternativas para esse problema, como foi o caso da equipe médica sueco-canadense.

Os cientistas produziram em laboratório, uma cornea artificial baseada em fibras de colágeno produzidas no laboratório San Francisco FibroGen, e substituiram as córneas danificadas de 10 pacientes voluntários. Dois anos depois, as células e nervos haviam se ligado à córnea artificial e praticamente não houve rejeição em nove dos dez pacientes.

A visão melhorou em seis dos dez pacientes, o que traz mais esperanças para a comunidade científica e para as famílias dos afetados por problemas de visão.

Apesar do sucesso, a córnea artificial ainda está em fase experimental e demorará alguns anos até chegar aos hospitais. Mas por enquanto fica a esperança de que a medicina avança em passos cada vez mais largos para driblar a seleção natural e melhorar a vida dos seres humanos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Os centríolos são organelas que não possuem DNA!

Conversei com alguns alunos que me relataram já terem ouvido que os centríolos possuiam DNA.

Eu sempre tive convicção de que isso não era correto, pois apesar de possuirem a capacidade de duplicação, os centríolos são conjuntos de microtúbulos e por isso, por polimerização eles podem se duplicar, não necessariamente pela influência do DNA.

Para elucidar qualquer dúvida, vai abaixo uma resposta de um recurso indeferido do vestibular da UFPel em 2006, onde é esclarecido essa dúvida.

RESPOSTA ACERCA DA QUESTÃO 19 DA PROVA DE BIOLOGIA

A partir do questionamento ao que está escrito na última frase da afirmativa III da questão: “[...]... Os cloroplastos e as mitocôndrias são as únicas organelas, com exceção do núcleo, que possuem DNA próprio,.[...].”, levantou-se a discussão sobre a presença de DNA nos centríolos.

Após pesquisa na literatura atual do ensino médio, constatou-se que nenhuma obra descreve tal presença.

Cada centríolo é uma estrutura cilíndrica, formada por noves grupos de três microtúbulos protéicos...”. (Sônia Lopes, 2002, p. 129, Ed. Saraiva).

Um centríolo é um pequeno cilindro com parede constituída por nove conjuntos de três microtúbulos...”. (Amabis e Martho, 2001, p. 108, Ed. Moderna).

Um centríolo é formado por nove túbulos triplos, ligados entre si e dispostos de maneira a formar um cilindro. Cada túbulo do conjunto triplo nada mais é do que um microtúbulo....” (Cesar e Sezar, 2003, p. 71, Ed. Saraiva).


A literatura atual do ensino superior também vem ao encontro desses conceitos.


“Os centríolos são estruturas cilíndricas constituídas de nove tríplex de microtúbulos....” (Carvalho e Recco-Pimentel, 2001, p. 211, Ed. Manole).

Cada centríolo é constituído por um material amorfo no qual estão colocados 27 microtúbulos. Essesem 9 feixes, cada um deles com três microtúbulos paralelos....” (Junqueira e Carneiro, 2005, p. 121, Ed. Guanabara Koogan). microtúbulos dispõem-se


Com base nessas descrições, corrobora-se, de forma bastante evidente, a não existência de DNA nosque contêm apenas microtúbulos de constituição protéica (Tubulinas). centríolos,

Em face do exposto, a Banca sustenta o que está posto na afirmativa III, ou seja, que os cloroplastos e as mitocôndrias – além do núcleosão as únicas organelas que possuem DNA, posicionando-se, pois, pela nãoanulação da questão.


Bom moçada, é isso, espero que isso tenha ajudado.


Abraço


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Lago na Argentina 'reproduz condições primitivas da Terra'


Em um lago remoto, a 4,5 mil metros acima do nível do mar e em um hábitat com pouco oxigênio, vivem as "superbactéras". Esses milhões de organismos resistentes a extremos, descobertos por uma equipe de investigadores da Argentina, poderiam ajudar a revelar como começou a vida na Terra e como seria possível sobreviver em outros planetas.

A descoberta se deu no lago Diamante, na província de Catamarca, no noroeste da Argentina - um espelho de água no meio de uma cratera vulcânica que, segundo os especialistas, é o mais próximo do ambiente primitivo da Terra que existia há 3,4 bilhões de anos atrás.

"Estas lagoas e as bactérias que sobrevivem nelas guardam o segredo de mecanismos de resistência a condições extremas que podem ter muitas aplicações biotecnológicas", disse à BBC Mundo a microbióloga María Eugenia Farías, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet, na sigla em espanhol).

Se as bactérias são capazes de sobreviver neste ambiente inóspito, sugerem os pesquisadores, talvez pudessem também sobreviver em um hábitat como o do planeta Marte.

A pesquisa se insere na chamada ciência da astrobiologia, que investiga possíveis formas de vida extraterrestre.

Na composição das águas dessas lagoas, muitas variáveis são extremas. No lago Diamante, por exemplo, a salinidade é cinco vezes maior do que no oceano e o arsênio, 20 mil vezes mais concentrado que na água considerada potável.

A alcalinidade é altíssima, a pressão do oxigênio é muito baixa e a radiação ultravioleta, elevada. As variações da temperatura também são extremas, com oscilações de até 40ºC entre o dia e a noite.

"Essas condições são muito semelhantes às da Terra primitiva, quando não havia camada de ozônio, e às de Marte, onde tampouco (a camada) existe. Nós sabemos que em Marte há água, ou houve água em outros momentos, e na Terra primitiva também havia água, porque foi daí que a vida evoluiu", disse Faría.

"É como um fóssil vivo: estamos encontrando o ecossistema mais antigo da Terra, vivo e se desenvolvendo nas condições mais semelhantes possível à da Terra primitiva."

Agora queremos estudar o DNA completo de todas estas comunidades de bactérias e estudar os genes que lhes ajudam a viver nestas condições. Isto pode nos dizer muito sobre nosso passado", disse Farías.

retirado de http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08

domingo, 8 de agosto de 2010

Aviso aos fumantes!


Caro leitor, antes de tudo, Feliz Dias dos Pais, em especial ao meu paizão (Sérgio). Lembrando sempre que todo dia é dia do Pais, não se esqueçam disso.

Bom, estava eu lendo alguns blogs obrigatórios semanais e vou reproduzir abaixo alguns trechos do blog da geneticista Mayana Zats para o site da Veja. É uma resposta para um leitor.


Sou fumante, e hoje em dia isso significa ser tratado como um pária. Não consigo sequer um bar onde possa sentar, tomar uma bebida qualquer e ler um livro em paz. Numa cidade como o Rio de Janeiro, só pra citar um exemplo, não se pode sequer tomar um chopp acompanhado de um cigarrinho em um quiosque à beira da lagoa.

Ora, não incorrerei no erro de fazer apologia ao tabagismo, é claro; mas, dado o altíssimo volume de recursos financeiros dispendidos em campanhas, leis e etc, não seria, talvez, mais eficaz o desenvolvimento de um teste genético que nos indicasse a prédisposição à doença em função do fumo? Eu juro que eu mesmo pararia de fumar se me soubesse predisposto a transformar a nicotina, ou qualquer outra coisa, em uma substância que viesse a propiciar o câncer.

(Rubens Rafael Câmara de Mello)

Prezado Rubens, pode parar de fumar já. Um trabalho publicado em Janeiro na revista Nature mostrou que existem milhares de mutações induzidas pelo tabaco. Aliás, de acordo com esse artigo não seria necessário um teste genético para indicar se temos predisposição à doença em função do fumo. Todos nós temos.

Já foram identificados genes que estão associados a um maior risco de desenvolver outros tipos de câncer
Além disso, um outro trabalho recente mostrou que variantes em dois genes, CYP1A1 e GSTM1, relacionados com o metabolismo de substâncias carcinogênicas derivadas do tabaco podem aumentar o risco para outras formas de câncer: de cabeça e pescoço, não só de pulmão. Ou seja, esses estão entre os inúmeros genes que podem aumentar o risco de desenvolvimento de câncer e a má noticia é que não conhecemos todos.

Além do câncer o tabaco pode causar outras doenças pulmonares graves como o enfizema pulmonar

Todos nós conhecemos pessoas que fumam desbragadamente a vida toda e morrem idosos sem apresentar nenhum problema respiratório como asma, enfisema pulmonar ou doença crônica obstrutiva do pulmão (DCOP). O que as protege? Um trabalho internacional publicado recentemente na prestigiosa revista New England Journal of Medicine sugere que pessoas portadoras de uma variante do gene responsável por uma proteína chamada MMP-12 teriam menos risco de desenvolver doenças pulmonares como asma , enfisema pulmonar ou doença crônica obstrutiva do pulmão (DCOP). Mesmo quando são fumantes ou expostos a condições ambientais negativas (como poluição ou exposição a agentes tóxicos). A má noticia é que somente cerca de 10% das pessoas são portadoras desse gene. Ou seja, para a grande maioria, além do câncer, fumar aumenta muito o risco de outras doenças pulmonares. Escrevi sobre isso em uma coluna anterior.

http://migre.me/O98T

Porque não fumar em lugares públicos?

Entendo a frustração dos fumantes de não poder fumar em público, em um quiosque tomando um chopp– como lembra você- em edifícios ou lugares fechados.A restrição se deve aos fumantes passivos. Se você for diabético e resolver se entupir de açúcar na sua casa ou em qualquer lugar público, você será o único prejudicado. Mas não é o caso do cigarro. Mesmo que se descubram todos os genes de susceptibilidade ao câncer ou doenças pulmonares e que se possa garantir a uma pessoa que o cigarro não é um fator de risco para ela, sabemos que o fumante passivo corre praticamente o mesmo risco que o que inala a nicotina. Talvez no futuro seja possível fazer uma triagem de todos os genes e somente aqueles que passassem no teste estariam livres para frequentar ambientes com fumaça. Mas enquanto isso não acontecer caro leitor, temo que você tenha que fumar em lugares restritos. Se há uma lei que eu aprovo é essa da restrição ao fumo.

Por Mayana Zatz

Bom moçada, como vimos, o fumo é um vício comprovadamente deselegante, prejudicial à sua saúde e também à saúde alheia. Não fique bravo se alguém te olhar diferente enquanto fuma, pois tenha certeza que a fumaça incomoda todos, menos quem é responsável por ela. Faça um teste, fume dentro de seu quarto, com a porta fechada. Tenho certeza que ninguém se incomodará com isso, a não ser sua saúde.

Abraços.