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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

'Peixe mais feio do mundo' corre risco de extinção, diz jornal

O peixe da espécie Psychrolutes marcidus, conhecido por blobfish e por uma cara que dá pena, está em risco de extinção. A informação está no site do jornal britânico "Daily Mail". O hábitat da criatura é a costa sudeste da Austrália, em águas profundas. O risco de extinção vem do excesso de pesca por traineiras, barcos de pesca que fazem uso de redes de arrastão para amealhar suas vítimas.

O inchado habitante das profundezas, pode chegar a cerca de 30,5 centímetros e vive a 800 metros de profundidade, então é visto muito raramente. Mas está sendo levado pelas redes com as espécies que são preciosas à atividade pesqueira. Ele mesmo não é para se comer, logo não interessa, mas deu o azar de viver nas mesmas paragens de outros seres oceânicos mais apetitosos, entre os quais camarões e lagostas.

Callum Roberts, especialista nas profundezas do mar da Universidade de York, explica que o P. marcidus tem todas as razões do mundo para ser um bicho taciturno, com um jeitão miserável. “São muito vulneráveis a ser arrastados pelas redes e, pelo que sabemos, seu hábitat é restrito a essas áreas”, explica Roberts, autor do livro “The Unnatural History of the Sea” (A História não natural do Mar).

"As frotas de traineiras de águas profundas da Austrália e da Nova Zelândia são umas das mais ativas do mundo, então se você é um peixe desses, ali não é um bom lugar para viver.” A pescaria com redes de arrastão é uma das formas mais predatórias da atividade.

Os tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água, o que permite que flutue. Quase não tem músculos, mas ainda assim se vira muito bem: vai engolindo detritos que aparecem na frente dele.


Se quiser saber mais sobre animais das profundezas, acesse essa reportagem anterior: Nas Profundezas do oceano.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Muco gigante invande mar Mediterrâneo!


Um estudo feito pela Universidade de Marche, na Itália, detectou a presença de um material orgânico parecido com um muco gigante, nas águas do Mediterrâneo. De acordo com os pesquisadores, a gosma é resultado do aumento da temperatura dos oceanos e já aparecia na região durante os dias mais quentes do verão. O problema é que agora o material - formado, entre outras coisas, por vírus e bactérias - aparece por lá também no inverno, e já domina cerca de 200 km do litoral. O pessoal parece estar preocupado porque, apesar de parecer inofensiva - e nojentíssima -, a meleca pode infectar e deixar doentes peixes e seres humanos que entrarem em contato com ela. Eca!

matéria retirada do blog da revista superinteressante - 16/10/09


sábado, 2 de maio de 2009

E o dia em que a Terra parar?


E se por acaso, nosso planeta vier a parar? O que aconteceria com a vida na Terra? Lógico que a primeira resposta é a de que a vida deixaria de existir; mas como?

O fim do movimento de rotação da Terra já foi tema de vários filmes como o sucesso recente "O dia em que a Terra parou", com Keanu Reeves. De fato, nem mesmo os cientistas sabem exatamente quais seriam as verdadeiras consequências disso para os seres vivos, no entanto, uma coisa é fato: seria uma catástrofe inimaginável.

Para o professor Marcelo Knobel, do Instituto de Física da Unicamp, se a Terra parasse de girar, o planeta sofreria os efeitos da inércia, uma vez que sairia de uma velocidade de aproximadamente 900 km/h (em uma latitude de 45°) para zero. Desta forma, todas as construções sobre a superfície terrestre desabariam, além disso, fortíssimos terremotos sem igual assolariam a face da Terra.

Em médio e longo prazo, praticamente todos os ecossistemas seriam destruídos; provavelmente algumas espécies de regiões abissais poderiam sobreviver, já que têm a vida baseada na quimiossíntese. Essa destruição se daria pelo fato de que, nestas condições, o dia terreno passaria a durar um ano, metade dele com luz solar e a outra metade nas trevas, o que destruiria todos os seres vivos por calor ou frio extremo.

Por calor, pelo fato de que haveria uma evaporação intensa de água dos oceanos do lado dia, aumentando o efeito estufa, e, consequentemente, as temperaturas, que poderiam chegar a níveis exorbitantes. Por frio, pelo fato de que as correntes oceânicas do lado noite formariam camadas de gelo muito espessas, que não derreteriam nem se estivessem no lado dia, desencadeando uma eterna era glacial.

domingo, 8 de março de 2009

Nas profundezas do oceano!

Ao contrário do que muitos pensam, o planeta Terra ainda possui lugares praticamente inexploráveis. Claro, com a imensidão das florestas tropicais, topo de montanhas de difícil acesso, e as geleiras dos pólos ártico e antártico, ainda existe muitos locais para o homem explorar e descobrir animais e plantas ainda não descritas. Mas nenhum destes habitats se compara às profundezas dos oceanos, praticamente tão desconhecidos como qualquer galáxia.

De acordo com o documentário Planeta Azul do Discovery Channel, mais de 60% da Terra é coberta por águas de mais de 1.000m de profundidade, sendo este, o maior e o mais inexplorado habitat do planeta. Mais pessoas viajaram ao espaço do que chegaram às profundezas do oceano.

Nestas regiões não existem plantas ou algas que sirvam como base da cadeia alimentar, pois em muitos casos a luz do sol não ultrapassam 200m, deste modo, os animais que vivem ali, precisam se adaptar às condições que são muito diferentes das que conhecemos, como pressão, temperatura, luz, salinidade, o que faz com que estes animais desenvolvam ferramentas únicas para predação, diversidade e reprodução.

Devido à falta de luz, muitos predadores produzem bioluminescência, geralmente uma associação com bactérias que serve para capturar presas, desviar atenção de predadores e se comunicar com membros da mesma espécie. Um destes predadores é o peixe-pescador (angler fish), que para poupar energia, adota uma estratégia de "senta-espera" em que atrai a presa com sua barbatana luminescente e a captura com longos dentes curvados para dentro, o que impede a fuga das presas. Esta criatura que lembra mais um filme de horror, foi fielmente reproduzido pelo filme "Procurando Nemo" e pode ser conferido na figura abaixo.
Outro estranho habitante das profundezas é um pequeno peixe de 15cm de comprimento chamado Micropinna microstoma que possui cabeça transparente e grandes olhos tubulares que podem ver acima e por dentro da cabeça dele. Os olhos, protegidos por um escudo verde transparente, podem captar mínimas intensidades de luz, e visualizar presas e predadores que se movimentem além do alcance dos olhos normais, que ficam na parte frontal da cabeça.

O aumento da pressão nas profundezas também é um fator que influencia muitos animais que vivem neste ambiente. A medida que a profundidade aumenta em 10m, a pressão aumenta em 1atm, podendo chegar a 1.000atm nos locais mais profundos, o que exige dos animais uma estrutura diferente, sendo que, os que possuem ossos e carne em estado gelatinosos, tem uma maior capacidade de suportar essas pressões.
A lula-colossal é o maior molusco existente e pode chegar a mais de 10m de comprimento de pesar mais de 2 toneladas. Ela vive entre 2.000 e 2.200m de profundidade. A lula-colossal possui ganchos nos tentáculos que possibilita que ela escape do seu mais voraz predador, a baleia cachalote.
Nas profundezas devido a ausência de luz, a base da cadeira alimentar é feita por bactérias quimiossintetisantes que utilizam o enxofre que brotam das fontes termais (acima de 150ºC) para produzir alimento. Um caranguejo muito esperto, possui patas cabeludas que abrigam colónias destas bactérias, e as utiliza como alimento. Os cientistas afirmas que esses pêlos pode ser sensoriais e ajudam a encontrar comida ou companheiras.

Estranho mundo das profundezas!!
BIOCISTRON .