sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vestibular UFMS 2010 - Biologia - QUESTÃO 14

14. Alguns estudantes elaboraram o seguinte experimento:

Dois ramos de plantas semelhantes foram colocados em dois tubos de ensaio (A e B) contendo a mesma quantidade de água e, posteriormente, esses tubos foram vedados para evitar a evaporação. A planta do tubo A foi mantida intacta enquanto que a planta do tubo B teve suas folhas completamente recobertas com uma camada de vaselina. O esquema abaixo mostra o nível da água no início (Ni) e no final (Nf) do experimento.

Com relação a esse experimento é correto afirmar:

(001) O nível de água final foi menor no tubo A devido ao funcionamento normal dos estômatos da epiderme foliar.
(002) No tubo A, o processo de transpiração e as trocas gasosas são realizados normalmente.
(004) No tubo B, não está ocorrendo o processo de transpiração e de trocas gasosas.
(008) O nível de água final foi diferente nos dois tubos, devido ao funcionamento normal dos estômatos da epiderme foliar no tubo B, possibilitando a captação de gás carbônico para a realização da fotossíntese e, consequentemente, economizando água do sistema.
(016) O nível de água final foi maior no tubo B, devido ao funcionamento limitado dos estômatos de sua epiderme foliar que, recoberta pela vaselina, impossibilita a realização plena de troca gasosa e economiza água do sistema.
(032) O nível final da água foi diferente nos dois tubos devido ao processo de evaporação.

RESPOSTAS: 001+002+016 = 019


O experimento interfere no funcionamento dos estômatos, que regulam a perda de água no estado de vapor (transpiração) e também a troca gasosa.
Em A as folhas transpiram normalmente, reduzindo o volume de água no tubo. Em B, a vetação causada pela vaselina, impede a transpiração normal e o volume de água não diminui tanto.
Não houve evaporação, já que os tubos estavam vedados, e a água poderia sair apenas pelos estômatos, portanto ocorrendo transpiração.

Vestibular UFMS 2010 - Biologia - QUESTÃO 15

15. O Brasil já adotou várias medidas alternativas com relação à demanda energética para tentar diminuir sua dependência do petróleo (fonte energética não renovável). Entre elas, pode ser citado o uso da biomassa vegetal, seja como biocombustível, com a utilização principalmente da cana-de-açúcar para a produção do álcool, seja como fonte de calor. Para o funcionamento de indústrias siderúrgicas, são necessárias fontes que forneçam uma grande quantidade de energia, e esta é encontrada no carvão vegetal. Com relação à produção do carvão vegetal no Brasil, é correto afirmar:

(001) O carvão vegetal é produzido pela queima da madeira.
(002) A produção do carvão vegetal, muitas vezes é realizada em pequenas carvoarias, e o Brasil atualmente é o maior produtor de carvão vegetal.
(004) A demanda por matéria-prima para a produção do carvão vegetal foi solucionada completamente com a utilização de áreas de reflorestamento.
(008) O eucalipto é uma espécie muito utilizada para a produção de carvão vegetal, a monocultura dessa espécie está aumentando em todo o País.
(016) A vantagem do eucalipto, para a produção de carvão vegetal, é seu lento desenvolvimento e grande biomassa, além de não agredir o ambiente, pois geralmente as monoculturas são implantadas em áreas já degradadas.
(032) O eucalipto vem sendo utilizado como carvão vegetal há várias décadas, principalmente para a fabricação de ferro-gusa e hoje sua área de cultivo continua em crescimento.

RESPOSTAS: 001+002+008+032 = 043

O carvão vegetal provêm da queima da madeira, que geralmente é de origem nativa.
No interior do Brasil existem milhares de carvoarias clandestinas, localizadas nas próprias fazendas que extraem madeira ilegalmente.
O uso do eucalipto para produção de carvão vem crescendo nos ultimos anos, principalmente o interesse pelo plantio dessa cultura, pois seu desenvolvimento é rápido comparado a outras espécies.
A fabricação do ferro-gusa possui uma demanda muito elevada de carvão vegetal, e muitas siderúrgicas possuiam seus próprios eucaliptais.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Recifes de corais atuam como filtro solar


Viver em um recife de coral é como viver em uma cama de bronzeamento. Quando os raios do sol brilham através da água e refletem no recife, eles atingem diretamente os corais, as algas e outros habitantes daquela região. Então, o que evita que essas criaturas sejam fritas pelo sol? Um novo estudo sugere que os recifes de corais atuam como um filtro solar, absorvendo luz ultravioleta e limitando os danos causados aos habitantes do recife.

Estudos anteriores descobriram que o exoesqueleto de carbonato de cálcio dos corais que formam os recifes tornam-se fluorescentes sob luz ultravioleta, o que sugere que eles absorvam os raios UV. Para ver se este material protege os organismos que vivem nos recifes, a bióloga marinha Ruth Reef da Universidade de Queensland, na Austrália, e seus colegas estudaram anêmonas do mar (Aiptasia pulchella), que possuem tecidos semelhantes aos corais e também servem como abrigo para as algas fotossintetisantes.

A equipe colocou as anêmonas no topo de esqueletos de corais e sobre fitas brancas no laboratório. Ao contrário da fita, os esqueletos absorveram quase todos os raios ultravioleta, emitindo-la como luz fluorescente amarela, como relataram os pesquisadores. Além do mais, as anêmonas colocados nos corais receberam quatro vezes menos radiação UV e mostraram prejuízos sete vezes menores em seu DNA do que aqueles colocados sobre a fita. A equipe percebeu este efeito, mesmo quando o solo era composto de esqueletos triturados em um pó fino, sugerindo que a proteção deve-se à química do exoesqueleto do coral, e não pela dispersão dos raios UV em sua superfície rugosa e complexa.

Muitos dos organismos fotossintéticos que vivem nos oceanos também são capazes de produzir carbonato de cálcio. Essa capacidade pode ter começado para proteger os seres da radiação ultravioleta, diz Reef. "A calcificação começou por volta de 600 milhões de anos, quando os níveis de raios UV eram muito maiores do que hoje." Além disso, durante a explosão cambriana, cerca de 530 milhões anos atrás, a abundância e diversidade aumentaram, o que pode ter refletido "na necessidade de "construção de corais" que surgiram durante essa Era em que muitos organismos, moveram-se para águas rasas, ricas em oxigênio, onde os níveis de raios UV eram muito altos ", acrescenta ela.

Escorpiões, aranhas e outras criaturas também possuem fluorescência quando expostas à luz ultravioleta, o que sugere que o efeito de filtro solar evoluiu mais de uma vez. Texto de Charles Choi ScienceNOW Daily News 30 November 2009

Os corais são comprovadamente importantes para a manutenção da vida marinha, pois servem de abrigo e "berçario" para muitas espécies. Agora, com esse estudo, pode-se acrescentar a proteção contra os raios ultravioleta que não é um problema somente do ser humano, mas também de todos os seres vivos.

A destruição dos recifes de corais levará a uma grande perda de biodiversidade marinha da região, pois os peixes perderão suas casas, e ainda de quebra torrarão ao sol de um lugar que um dia já foi um paraíso.

domingo, 29 de novembro de 2009

Britânico volta a enxergar com uso de 'olho biônico' pioneiro


Um homem britânico que havia perdido a visão na juventude se tornou uma das primeiras pessoas do mundo a voltar a enxergar com o uso de um "olho biônico" desenvolvido nos Estados Unidos.

Peter Lane, de 51 anos, da cidade de Manchester, é uma das 32 pessoas que estão sendo submetidas uma experiência internacional com o equipamento. Ele recebeu um implante de um receptor eletrônico, instalado dentro do globo ocular e ligado ao nervo óptico e a óculos especiais. Uma câmera colocada nesses óculos capta a imagem e a envia a um processador portátil, que transforma a imagem em sinais eletrônicos enviados ao receptor. Este, por sua vez, envia impulsos até retina e nervo óptico, fazendo a pessoa finalmente enxergar.

Pequenas palavras

Lane, por enquanto, consegue apenas ler palavras pequenas em uma tela especial.

"É um começo", disse ele. "Os médicos vão me dar uma dessas telas para eu ler em casa, e espero um dia poder voltar a ler cartas sozinho."

"Além disso, quando saio, o equipamento me dá mais segurança e mais independência."

Lane começou a perder a visão por volta dos 20 anos por causa de uma retinite pigmentosa, uma doença degenerativa da retina com origem genética. O "olho biônico" foi desenvolvido pela empresa americana Second Sight e está sendo testado por apenas 11 médicos de todo o mundo. Os especialistas, no entanto, acreditam que inicialmente o aparelho será útil apenas para as pessoas vítimas da retinite pigmentosa. http://g1.globo.com/g1/ciencia em 27 Nov. 2009

Nossos olhos são órgãos fantásticos, que possibilitam um dos sentidos essenciais que é a visão.

O mecanismo da visão é semelhante a de uma máquina fotográfica, composta basicamente por três componentes: A lente, o diafragma e o filme. A lente seria a córnea que permite a passagem dos raios de luz. Uma lente riscada, amassada ou opaca pode interferir tanto em uma foto como na nossa capacidade de enxergar. O diafragma controla e exposição de luz, da mesma forma que a pupila dos olhos se contrai ou relaxa permitindo a visão em ambientes claros ou escuros. E o filme fotográfico é o correspondente à retina, que é uma "tela" de projeção da imagem. Na retina existem células sensíveis à luz, como os cones e bastonetes, que possibilitam respectivamente a visão em cores e a visão noturna.

Qualquer deficiência em um desses mecanismo, pode comprometer à visão, desde um leve astigmatismo até a obscuridade total.

Pesquisas como essa seriam impensáveis a alguns anos atrás, mas hoje são fonte de esperança para pessoas que não podem mais admirar o pôr-do-sol. Parece pouco, mas as pequenas palavras lidas por Peter Lane, após o implante do receptor eletrônico, tornou-se para ele a mais bela obra de arte feita, mais valiosa que qualquer quadro de Da Vinci ou Monet.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

Plantas Carnívoras: Terríveis contra os insetos!

Elas possuem origem dos trópicos (Sudeste da Ásia, América e Austrália), são plantas geralmente pequenas e delicadas, que por habitarem solos pobres em nutrientes como o nitrogênio, desenvolveram uma fantástica armadilha para capturar insetos.
As folhas foram modificadas para a captura e dotadas de enzimas digestivas, que podem se fechar (ativa), ou simplesmente aprisionar o inseto (passiva). Assim a planta consegue os nutrientes que não se encontram no solo, principalmente para formar a molécula de clorofila, fundamental na fotossíntese.

Os principais gêneros são: Dionaea, Drosera, Nepe
nthes e Sarracenia.


Dionaea sp.

O principio do funcionamento das armadilhas, consiste na planta atrair os insetos, da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com cores vivas e odor de néctar. Outras aproveitam-se de padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores. Mais ainda, a luz refletida pelas numerosas gotículas de mucilagem (presentes nas armadilhas de, Drosera) ou pelo revestimento externo das folhas de certas bromélias também atrai insetos voadores. Após o inseto pousar e tocar em alguns pelos sensoriais, ocorre uma reação fisiológica, que faz fechar rapidamente a armadinha e aprisionar o inseto. As enzimas digestivas começam a atuar e dentro de algumas horas a presa está completamente digerida.

Drosera sp.

Não se deve dar carne ou insetos mortos com inseticidas, isso é o mesmo que envenená-las! Se você quiser alimentar plantas carnívoras, tem que ser com insetos vivos. Utilize uma pinça para colocar o inseto vivo na planta ou deixe ao lado da planta uma fruta (laranja por exemplo) assim o cheiro da fruta vai atrair mosquinhas das frutas e aumentar as chances da planta se alimentar.

Nepenthes sp.

Não é aconselhável estimular o fechamento da Dionaea (colocar o dedo, palito, etc) ou brincar com as plantas carnívoras! Toda vez que a armadilha se fechar sem inseto, ficará mais lenta, e da próxima vez que ela tiver a oportunidade real de capturar um inseto ela se fechará mais devagar aumentando as chances de fuga! A Constância em forçar a Dionaea a fechar as suas armadilhas sem insetos vivos acarretará na sua morte.

Portanto não brinque com suas plantas carnívoras. Vale informar que elas não são venenosas ou representam perigo para pessoas ou animais domésticos.

Essa matéria foi sugerida pelo aluno Vitor (2º ano do colégio Bionatus)




Fonte: http://www.carnivoras.net/loja/index.php
http://www.ladin.usp.br/carnivoras/Portugues/first.html
http://www.plantascarnivoras.com.br/


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Uma breve caracterização dos Quelônios.



A palavra quelônio tem origem do grego chelys que significa couraça, obviamente devido ao casco característico desses animais. Pertencem à Classe Reptilia, Ordem Testudines. Possuem a pele seca e cornificada; são ectotérmicos, isto é, utilizam o calor do sol para se aquecer; apresetam respiração pulmonar, circulação fechada e sistema nervoso desenvolvido. São ovíparo, ou seja, botam ovos; não possuem dentes apesar de possuírem bico córneo, que auxilia na captura do alimento.
Podemos encontrar os quelônios em diversos hábitat como: terrestre, água doce ou marinho. Existem mais de 350 espécies descritas.

O casco faz parte do corpo do animal, sendo portanto impossível ele abandona-lo simplesmente como se troca de roupa, ou como crescemos assistindo em desenhos animados, onde a tartaruguinha foge "pelada" deixando sua "casa" para trás.
A subordem Chryptodira é capaz de retrair a cabeça para dentro do casco, curvando o pescoço em forma de S, pois a cintura pélvica não é fundida ao plastrão (parte ventral do casco). Ex. Jabutis.
Membros da subordem Pleurodira retraem a cabeça curvando o pescoço horizontalmente, pois a cintura pélvica é fundida ao plastrão. Neste caso a cabeça não se esconde dentro do casco. Ex. Tartaruga-da-Amazônia.

Como diferenciar quelônios?

A Tartaruga-marinha possui patas anteriores semelhantes a remos; o casco é curto próximo à cabeça, por isso não conseguem esconde-la; casco abaixo e achatado; vivem apenas em oceanos.



A Tartaruga-de-água-doce possui as palmas das patas anteriores espalmadas com membranas interdigitais que auxiliam na natação. A retração da cabeça é dobrando o pescoço na forma de S; elas são semi-aquáticas.



O Cágado é semelhante à tartaruga-de-água-doce, porém a retração da cabeça é do tipo Pleurodira, curvando-o horizontalmente. Também são semi-aquáticas.



O Jabuti possui patas semelhantes à patas de elefante; a retração da cabeça é Chryptodira; o casco é alto, semelhante a um capacete, e são terrestres, portanto não coloque seu jabuti para morar na piscina, porque ele pode ter dificuldades para nadar.



São animais de vida longa, podendo viver por mais de 150 anos em algumas espécies. A postura do ovos pode variar de poucos até 400 como ocorre na Tartaruga-marinha.


Apesar de em algumas regiões os quelônios serem apreciados na culinária, sendo até legalizada pelo IBAMA, algumas criações destinadas ao abate, a exploração indiscriminada de carne, ovos, carapaça e gordura, ainda ameaça a maioria das espécies de extinção, principalmente as tartarugas-marinhas, que sofre com a ação dos ladrões de ovos, que impedem a perpetuação ideal.

Graças a organizações não governamentais (ONGs) e projetos como o TAMAR, esses animais estão cada vez mais conhecidos e respeitados pela população, que passou a condenar os crimes cometidos contra esses animais.

Salvem as tartaruguinhas!!

Abraços a todos.

domingo, 25 de outubro de 2009

Bebê de cinco meses é curado após diagnóstico por genoma


Um bebê turco de cinco meses gravemente doente foi salvo após cientistas terem completado rapidamente a análise de seu genoma e descobrirem que o diagnóstico inicial de sua doença havia sido equivocado.

Em um artigo publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences", os cientistas relatam que a análise do genoma do menino foi feita em apenas dez dias.

Eles puderam ver então que o bebê tinha uma mutação em um gene que produziria uma doença nos intestinos.

Os médicos do garoto, que inicialmente suspeitavam de um problema em seus rins, puderam então tratá-lo. Testes clínicos comprovaram que o menino tinha a doença nos intestinos. Ele agora está se recuperando após o tratamento.

Desordem genética

"Os médicos do menino enviaram uma amostra de sangue. Eles tinham apenas um diagnóstico muito amplo sobre o que estava acontecendo com essa criança de cinco meses e tinham uma suspeita de que ele tinha uma desordem genética que afetava seus rins", disse Richard Lifton, da Escola Médica da Universidade Yale, nos Estados Unidos, que coordenou o estudo que contou com a ajuda de pesquisadores no Líbano e na Turquia.

"Em vez de olhar um gene por vez, esperando descobrir qual era o gene que estava causando problemas, usamos um novo método no qual podíamos olhar todos os genes simultaneamente", afirmou Lifton.

Segundo ele, sua equipe identificou um gene em particular que apresentava mutações que significariam que a criança não seria capaz de absorver água ou sais por meio de seu intestino.

"Voltamos aos médicos na Turquia e dissemos o que pensávamos que era o problema. Eles o confirmaram e agora estão em condições de dar a ele o melhor tratamento", disse o cientista.

Cloridorreia congênita

O menino tem uma condição chamada de cloridorreia congênita, que afeta uma em cada 50 mil pessoas. O principal sintoma clínico é uma diarreia aquosa contínua, que provoca desidratação e outras desordens metabólicas.

Se não são tratados, os pacientes podem desenvolver problemas nos rins, inflamações no sistema digestivo e problemas de fertilidade.

Os cientistas que analisaram o caso do bebê turco verificaram que de 39 pacientes que tinham o mesmo diagnóstico original do menino, cinco possuíam a mesma mutação genética.

Os cinco pacientes também receberam um novo diagnóstico e também foram corretamente diagnosticados com a cloridorreia congênita.

reportagem retirada do site Globo.com - 24/10/09

BIOCISTRON .