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segunda-feira, 15 de março de 2010

Vulcões submarinos são essenciais para o clima.


Uma ampla rede de vulcões submarinos bombeando água rica em nutrientes para o oceano Meridional exerce um importante papel na absorção de grandes quantidades de dióxido de carbono, funcionando assim como um freio para a mudança climática, segundo cientistas australianos e franceses.

Eles demonstraram pela primeira vez que os vulcões são uma importante origem do ferro que o fitoplâncton (algas unicelulares) usa como alimento, absorvendo o CO2 nesse processo. Os oceanos absorvem cerca de um quarto do CO2 resultante da queima humana de combustíveis fósseis e do desmatamento. O trecho de oceano entre Austrália e Antártida esta entre as maiores "fossas de carbono".

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar do oceano. Quando esses organismos morrem ou são comidos, levam consigo grandes quantidades de carbono, que acabam absorvidas pelo leito marinho, armazenando o carbono durante séculos.

Vários estudos já mostraram que os vulcões submarinos liberam ferro, "mas nenhum estudo levou em conta isso em um nível global nem considerou sua importância para o armazenamento de carbono no oceano Meridional", disse à Reuters Andrew Bowie, do Centro de Pesquisa Cooperativa sobre o Clima e os Ecossistemas Antárticos, na Tasmânia, um dos autores do estudo.

Os vulcões estão espalhados ao longo de cordilheiras marítimas que marcam o limite entre grandes placas tectônicas. O estudo se baseou em medições de quanto ferro existe no oceano Meridional a profundidades de até 4.000 metros.

O estudo foi publicado na edição mais recente da Nature Geoscience.

O oceano Meridional em geral é pobre em ferro, o que dificulta o crescimento do microplâncton. Os cientistas já sabiam que o ferro pode ser soprado pelo vento ou ser originário de sedimentos litorâneos, mas essas são fontes variáveis.

Já o ferro dos vulcões profundos, segundo o estudo, é relativamente constante e responde por 5 a 15 por cento do armazenamento de carbono no oceano Meridional, chegando em algumas regiões a 30 por cento.

Isso significa que os nutrientes do vulcão podem servir de anteparo quando outras fontes, como a poeira trazida pelo vento, variam.

www.g1.globo.com/ciencia

Lembrando que além dessa contribuição para a natureza citada no texto acima, os vulcões foram os grandes responsáveis pelo degelo do planeta na época glacial. Eles lançaram centenas de toneladas de CO2 na atmosfera, o que ocasionou um efeito estufa "bom", elevando a temperatura da Terra, fazendo com que a maior parte dos continentes rompessem as camadas geladas que os cobriam.

sábado, 2 de maio de 2009

E o dia em que a Terra parar?


E se por acaso, nosso planeta vier a parar? O que aconteceria com a vida na Terra? Lógico que a primeira resposta é a de que a vida deixaria de existir; mas como?

O fim do movimento de rotação da Terra já foi tema de vários filmes como o sucesso recente "O dia em que a Terra parou", com Keanu Reeves. De fato, nem mesmo os cientistas sabem exatamente quais seriam as verdadeiras consequências disso para os seres vivos, no entanto, uma coisa é fato: seria uma catástrofe inimaginável.

Para o professor Marcelo Knobel, do Instituto de Física da Unicamp, se a Terra parasse de girar, o planeta sofreria os efeitos da inércia, uma vez que sairia de uma velocidade de aproximadamente 900 km/h (em uma latitude de 45°) para zero. Desta forma, todas as construções sobre a superfície terrestre desabariam, além disso, fortíssimos terremotos sem igual assolariam a face da Terra.

Em médio e longo prazo, praticamente todos os ecossistemas seriam destruídos; provavelmente algumas espécies de regiões abissais poderiam sobreviver, já que têm a vida baseada na quimiossíntese. Essa destruição se daria pelo fato de que, nestas condições, o dia terreno passaria a durar um ano, metade dele com luz solar e a outra metade nas trevas, o que destruiria todos os seres vivos por calor ou frio extremo.

Por calor, pelo fato de que haveria uma evaporação intensa de água dos oceanos do lado dia, aumentando o efeito estufa, e, consequentemente, as temperaturas, que poderiam chegar a níveis exorbitantes. Por frio, pelo fato de que as correntes oceânicas do lado noite formariam camadas de gelo muito espessas, que não derreteriam nem se estivessem no lado dia, desencadeando uma eterna era glacial.
BIOCISTRON .