domingo, 17 de outubro de 2010
O novo dilema da genética!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Cientistas defendem 5 momentos para início da vida humana
Cada uma delas, listadas pelo biólogo americano Scott Gilbert no livro "Biologia do Desenvolvimento", parte de uma característica considerada essencial à existência dos seres humanos.
A primeira é a abordagem genética. Para ela, já há vida no momento da fecundação, porque a união do espermatozoide ao óvulo dá origem a uma nova combinação de genes -um DNA inédito.
"Há vários pontos, inclusive éticos, a considerar, mas eu acredito que a fecundação marca o início da vida", afirma o especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi. A maioria das religiões apoia esse conceito.
A geneticista da USP Lygia Pereira diz que a definição do novo genoma é "sem dúvida importantíssimo para o início da definição de vida", mas afirma que isso não significa que seja o ponto definitivo no conceito de vida.
"Existem muito mais fatores", diz ela, que prefere não apontar um momento único.
Outro fator, por exemplo, é o início da gastrulação -processo de divisão que dá origem aos diferentes órgãos. Disso surge uma posição diferente da Cambiaghi, que diz ser necessário esperar até essa divisão começar para determinar o início da vida. A gastrulação começa quando o zigoto, que a partir desse ponto é chamado de embrião, instala-se no útero.
Boa parte dos abortos espontâneos acontece ainda nesse estágio e a mulher sequer percebe a gravidez.
Um terceiro fator considerado é a atividade neuronal. Como a morte cerebral é interpretada como fim da vida humana, por simetria, o começo da atividade cerebral marcaria o seu princípio. Essa é a opinião da embriologista da USP Irene Yan.
"Como indivíduo, o ser humano começa com o desenvolvimento da atividade cerebral", afirmou ela. Boa parte dos cientistas considera que isso ocorre após o primeiro trimestre de gravidez, mas há divergência sobre o momento exato. Para Yan, o critério de vida precisa ser adaptado em cada espécie. "Ouriços do mar, por exemplo, não têm cérebro. Precisamos, então, encontrar outros critérios que determinem a formação de nova vida para essa espécie."
Bem menos difundida, mas também presente, é a abordagem ecológica, uma quarta linha de pensamento. Para ela, a vida começa quando o feto já é capaz de sobreviver fora do útero, o que aconteceria normalmente no sétimo mês de gestação. Com o avanço da medicina, no entanto, esse critério fica mais difuso, pois há casos de bebês que sobrevivem nascendo bem antes.
Um último ponto de vista defende que o feto só existe como vida quando se torna biologicamente independente de sua mãe. No Brasil, esse é o conceito usado para determinar quando o indivíduo passa a ter alguns dos seus direitos constitucionais básicos -o feto só tem personalidade jurídica depois do nascimento.
Abraço
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Os centríolos são organelas que não possuem DNA!
Eu sempre tive convicção de que isso não era correto, pois apesar de possuirem a capacidade de duplicação, os centríolos são conjuntos de microtúbulos e por isso, por polimerização eles podem se duplicar, não necessariamente pela influência do DNA.
Para elucidar qualquer dúvida, vai abaixo uma resposta de um recurso indeferido do vestibular da UFPel em 2006, onde é esclarecido essa dúvida.
RESPOSTA ACERCA DA QUESTÃO 19 DA PROVA DE BIOLOGIA
A
“
“
“
A
“Os centríolos
“
Bom moçada, é isso, espero que isso tenha ajudado.
Abraço
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Lago na Argentina 'reproduz condições primitivas da Terra'
A descoberta se deu no lago Diamante, na província de Catamarca, no noroeste da Argentina - um espelho de água no meio de uma cratera vulcânica que, segundo os especialistas, é o mais próximo do ambiente primitivo da Terra que existia há 3,4 bilhões de anos atrás.
"Estas lagoas e as bactérias que sobrevivem nelas guardam o segredo de mecanismos de resistência a condições extremas que podem ter muitas aplicações biotecnológicas", disse à BBC Mundo a microbióloga María Eugenia Farías, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet, na sigla em espanhol).
Se as bactérias são capazes de sobreviver neste ambiente inóspito, sugerem os pesquisadores, talvez pudessem também sobreviver em um hábitat como o do planeta Marte.
A pesquisa se insere na chamada ciência da astrobiologia, que investiga possíveis formas de vida extraterrestre.
Na composição das águas dessas lagoas, muitas variáveis são extremas. No lago Diamante, por exemplo, a salinidade é cinco vezes maior do que no oceano e o arsênio, 20 mil vezes mais concentrado que na água considerada potável.
A alcalinidade é altíssima, a pressão do oxigênio é muito baixa e a radiação ultravioleta, elevada. As variações da temperatura também são extremas, com oscilações de até 40ºC entre o dia e a noite.
"Essas condições são muito semelhantes às da Terra primitiva, quando não havia camada de ozônio, e às de Marte, onde tampouco (a camada) existe. Nós sabemos que em Marte há água, ou houve água em outros momentos, e na Terra primitiva também havia água, porque foi daí que a vida evoluiu", disse Faría.
"É como um fóssil vivo: estamos encontrando o ecossistema mais antigo da Terra, vivo e se desenvolvendo nas condições mais semelhantes possível à da Terra primitiva."
Agora queremos estudar o DNA completo de todas estas comunidades de bactérias e estudar os genes que lhes ajudam a viver nestas condições. Isto pode nos dizer muito sobre nosso passado", disse Farías.
terça-feira, 25 de maio de 2010
A receita da Vida!
Estamos presenciando a história ser escrita. Daqui a 50 anos, o fato da produção do primeiro genoma sintético, produzido em laboratório será lembrado como um divisor de águas na ciência moderna.
Não se criou vida artificial, longe disso. O que os pesquisadores fizeram foi montar uma molécula de DNA bacteriano inteiro, seguindo uma receita já existente. Eles copiaram os principais genes da Mycoplasma mycoides, retirando alguns gene e inserindo marcas exclusivas para diferenciar o genoma sintético do biológico.
Ao inserir esse genoma sintético em uma outra bactéria (Mycoplasma capricolum), essa passou a se comportar e apresentar as características da primeira. Eles transformaram uma espécie em outra.
Não se trata de clones, nem de transgênicos, isso é uma transformação de espécie baseada em um DNA construído pelo homem, no fundo de uma laboratório de alguns milhões de dólares.
O que isso representa para a humanidade? Bom, de imediato nada vai mudar nas nossas vidas, porém, é o início de uma linha de pesquisas que promete resultados fantásticos.
Daqui a uns 20 anos quem sabe, Venter e seu exército de nerds desenvolvam bactérias que produzam combustível a partir do excesso de gás carbônico da atmosfera, solucionando dois problemas: o aquecimento global e a escassez de combustíveis fósseis. Ou então uma alga que consiga devorar o petróleo lançado ao mar acidentalmente, resolvendo um grande problema da indústria petrolífera, que aliás é a grande patrocinadora da equipe de Venter.
Lógico que essa tecnologia não deve cair em mãos erradas, pois ninguém quer a produção de bactérias terroristas por ai, porém, não é uma técnica tão simples assim para se espalhar, e além disso, o J. Craig Venter Institute já está patenteando o processo.
Enfim, não se preocupem com a produção de pessoas em laboratório, pois isso demorará muito, ou talvez nunca aconteça. A expectativa é muito mais positiva do que negativa.
Esse fato é a prova que a inteligência humana é incalculável, e que de tempo em tempo nos revela descobertas inimagináveis, gerando aquelas famosas perguntas: "Até onde podemos chegar"? O céu é o limite"? Bom, o genoma já não é mais o limite...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Transcrição e Tradução. Os processos da expressão gênica.
Espero que isso ajude na compreensão do processo.
Qualquer sugestão ou pedido sobre conteúdos ou temas para o blog, entre em contato através dos comentários.
Abraços a todos.