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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Milagre da vida



Milhões de pessoas estão na fila por transplantes de órgãos; todos os dias, centenas morrem nessa espera. Não só há escassez de órgãos saudáveis, mas também é preciso haver grande compatibilidade entre doador e paciente para que o sistema imune deste último não rejeite o órgão transplantado. Agora, um novo tipo de solução está sendo aperfeiçoado nos laboratórios médicos: órgãos bioartificiais, cultivados nas células dos próprios pacientes. Trinta pessoas já receberam bexiga produzida com essa técnica [...].

Os cientistas retiram células saudáveis da bexiga enferma do paciente, fazem com que se multipliquem em placas de cultura e depois as transferem para uma matriz com formato de bola e feita em parte de COLÁGENO, a proteína encontrada na cartilagem. As células musculares ficam na porção externa e, na interna, estão as uroteliais (que recobrem o trato urinário). [...] A bexiga incipiente é incubada à temperatura do corpo até que as células formem o tecido operacional. O processo dura de seis a oito semanas. [...]

GLAUSIUSZ, Josie. Milagre da vida. National Geographic Brasil, São Paulo: Abril, n. 132, p. 20, mar. 2011.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Córnea Artificial, mais um avanço da ciência!


Foi noticiado ontem (25/08) que cientistas canadenses e suecos haviam conseguido resultados excelentes com relação à pesquisa sobre alternativas para o transplante de córnea. Conseguiram o feito de criar uma córnea artificial.

A córnea é uma camada finíssima que recobre a região frontal dos olhos, como uma lente de contato. É formada basicamente por fibras de colágeno, e serve como porta de entrada para a luz que nos permite enxergar. Qualquer problema a visão embassa ou se perde por completo.

O transplante de córnea é o mais realizado no mundo e também o que se obtem mais sucesso, pois é um processo simples e sem muitos casos de rejeição. Pela falta de doadores, a ciência sempre buscou alternativas para esse problema, como foi o caso da equipe médica sueco-canadense.

Os cientistas produziram em laboratório, uma cornea artificial baseada em fibras de colágeno produzidas no laboratório San Francisco FibroGen, e substituiram as córneas danificadas de 10 pacientes voluntários. Dois anos depois, as células e nervos haviam se ligado à córnea artificial e praticamente não houve rejeição em nove dos dez pacientes.

A visão melhorou em seis dos dez pacientes, o que traz mais esperanças para a comunidade científica e para as famílias dos afetados por problemas de visão.

Apesar do sucesso, a córnea artificial ainda está em fase experimental e demorará alguns anos até chegar aos hospitais. Mas por enquanto fica a esperança de que a medicina avança em passos cada vez mais largos para driblar a seleção natural e melhorar a vida dos seres humanos.
BIOCISTRON .