quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fraturas ósseas



Se você já sofreu uma fratura óssea, deve ter sentido uma dor intensa, pois o tecido ósseo é inervado. Nas fraturas, há hemorragia devido ao rompimento de alguns vasos sanguíneos do osso e do periósteo. Como o sangue não circula ao redor de onde ocorreu a fratura, formam-se pedaços de matriz e os osteócitos morrem no local, para onde os macrófagos originados de tecido conjuntivo frouxo migram e fagocitam o coágulo e o tecido morto.

O periósteo e o endósteo próximos à região iniciam uma intensa multiplicação celular, dando início à formação de um tecido ósseo imaturo (calo ósseo). Aos poucos, esse tecido imaturo ou primário é reabsorvido e substituído por osso secundário até que a fratura seja completamente reconstituída.

Milagre da vida



Milhões de pessoas estão na fila por transplantes de órgãos; todos os dias, centenas morrem nessa espera. Não só há escassez de órgãos saudáveis, mas também é preciso haver grande compatibilidade entre doador e paciente para que o sistema imune deste último não rejeite o órgão transplantado. Agora, um novo tipo de solução está sendo aperfeiçoado nos laboratórios médicos: órgãos bioartificiais, cultivados nas células dos próprios pacientes. Trinta pessoas já receberam bexiga produzida com essa técnica [...].

Os cientistas retiram células saudáveis da bexiga enferma do paciente, fazem com que se multipliquem em placas de cultura e depois as transferem para uma matriz com formato de bola e feita em parte de COLÁGENO, a proteína encontrada na cartilagem. As células musculares ficam na porção externa e, na interna, estão as uroteliais (que recobrem o trato urinário). [...] A bexiga incipiente é incubada à temperatura do corpo até que as células formem o tecido operacional. O processo dura de seis a oito semanas. [...]

GLAUSIUSZ, Josie. Milagre da vida. National Geographic Brasil, São Paulo: Abril, n. 132, p. 20, mar. 2011.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

FANTÁSTICO: POLVO CAMALEÃO!


Esse vídeo mostra a capacidade de um polvo de imitar o ambiente em que vive para tentar escapar do mergulhador. Essa propriedade é conhecida como camuflagem e acontece graças à células especiais chamadas cromatóforos.


domingo, 12 de agosto de 2012

"Pesquisadores descobrem como aranha respira embaixo d'água"



A teia que aranhas mergulhadoras constroem e enchem de ar para formar uma bolha funciona como uma guelra de peixe, permitindo que os aracnídeos permaneçam embaixo da água por longos períodos de tempo, um estudo revelou.

A espécie, conhecida como Argyroneta aquatica, habita pequenos lagos e riachos de pouca correnteza na Europa e Ásia. 

Elas passam praticamente toda a vida sob a água, se acasalando, colocando ovos e capturando suas presas em suas bolhas. 

Em estudo publicado na revista científica Journal of Experimental Biology, cientistas mediram a quantidade de oxigênio dentro e também na área externa em torno da bolha.

Eles concluíram que a bolha funciona como uma guelra, extraindo oxigênio dissolvido na água e dispersando dióxido de carbono acumulado no interior.

O mecanismo permite que elas subam à superfície apenas uma vez por dia ou menos, em vez de a cada 20 ou 40 minutos, como se pensava anteriormente.


Saiba mais

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Biólogos acham anfíbio raro em Rondônia



Seis exemplares da espécie Atretochoana eiselti, anfíbio de corpo alongado, cilíndrico e de pele lisa que pertence à família das chamadas cobras-cegas, foram encontrados perto de obras de uma hidrelétrica no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia. O animal seria o maior anfíbio sem pulmões já encontrado - ele respira pela pele.

Esse anfíbio é considerado raro, já que apenas dois exemplares da espécie haviam sido descobertos até então e não havia informações claras sobre a região que habitavam. Três foram devolvidos ao rio, um morreu e os outros dois foram coletados para estudo.

Os anfíbios foram resgatados durante a secagem do leito do rio. O método foi fundamental para que os animais fosse encontrados, segundo o biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, empresa responsável pelas obras.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, descreveu o biólogo Juliano Tupan, analista Socioambiental da Santo Antônio Energia.


retirado de http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2012-08-01/biologos-acham-anfibio-raro-em-rondonia.html em 01/08/12