quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Doenças relacionadas com o DNA mitocondrial (DNAm)


Na fecundação, o óvulo contribui com seus cromossomos e com toda a estrutura citoplasmática, incluindo as organelas. O espermatozoide contribui com seus cromossomos e um centríolo, estrutura ausente nos ovócitos da maioria dos animais, inclusive das mulheres. As mitocôndrias presentes na peça intermediária degeneram, ficando apenas as mitocôndrias do ovócito. Assim, todas as mitocôndrias do corpo do novo indivíduo são de origem materna.

Hoje se sabe que há muitas doenças causadas por mutações no DNA mitocondrial e que elas são transmitidas diretamente das mães para seus descendentes. Além disso, a análise do DNA mitocondrial tem sido usada em testes de maternidade, isto é, para verificar se determinada mulher é a mãe de uma pessoa.

A seguir estão resumidas algumas das doenças humanas que podem ser causadas por mutações no DNA mitocondrial. Algumas delas são causadas também por mutações no DNA dos cromossomos.

1. Alzheimer: Perda progressiva da capacidade cognitiva;

2. Oftalmoplegia crônica progressiva: Paralisia dos músculos dos olhos;

3. Diabetes melito: Altos níveis de glicose no sangue, levando a complicações como cegueira, disfunção renal e gangrena nos membros inferiores;

4. Distonia: Movimentos anormais envolvendo rigidez muscular;

5. Síndrome de Leigh: Perda progressiva da habilidade motora e verbal; é potencialmente letal na infância;

6. Atrofia óptica de Leber: Perda temporária ou permanente da visão em decorrência de danos ao nervo óptico.

Fonte: Lopes, S & Rosso, S. Conecte bio. vol 2. São Paulo, Saraiva, 2011.

sábado, 3 de agosto de 2013

Lançamento NOVO SITE.

Olá Pessoal. gostaria de informar que estou lançando um novo site voltado à Biologia. A partir de agora vocês podem encontrar informações e conteúdo de qualidade para os curiosos que gostam de Biologia ou para os estudantes que estão se preparando para o vestibular.

Além das reportagens e artigos sobre Ciência e Biologia, farei com frequência revisões sobre conteúdos de vestibular. Também na área downloads será possível baixar arquivos em pdf.


acesse: www.biologiamais.com.br

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fraturas ósseas



Se você já sofreu uma fratura óssea, deve ter sentido uma dor intensa, pois o tecido ósseo é inervado. Nas fraturas, há hemorragia devido ao rompimento de alguns vasos sanguíneos do osso e do periósteo. Como o sangue não circula ao redor de onde ocorreu a fratura, formam-se pedaços de matriz e os osteócitos morrem no local, para onde os macrófagos originados de tecido conjuntivo frouxo migram e fagocitam o coágulo e o tecido morto.

O periósteo e o endósteo próximos à região iniciam uma intensa multiplicação celular, dando início à formação de um tecido ósseo imaturo (calo ósseo). Aos poucos, esse tecido imaturo ou primário é reabsorvido e substituído por osso secundário até que a fratura seja completamente reconstituída.

Milagre da vida



Milhões de pessoas estão na fila por transplantes de órgãos; todos os dias, centenas morrem nessa espera. Não só há escassez de órgãos saudáveis, mas também é preciso haver grande compatibilidade entre doador e paciente para que o sistema imune deste último não rejeite o órgão transplantado. Agora, um novo tipo de solução está sendo aperfeiçoado nos laboratórios médicos: órgãos bioartificiais, cultivados nas células dos próprios pacientes. Trinta pessoas já receberam bexiga produzida com essa técnica [...].

Os cientistas retiram células saudáveis da bexiga enferma do paciente, fazem com que se multipliquem em placas de cultura e depois as transferem para uma matriz com formato de bola e feita em parte de COLÁGENO, a proteína encontrada na cartilagem. As células musculares ficam na porção externa e, na interna, estão as uroteliais (que recobrem o trato urinário). [...] A bexiga incipiente é incubada à temperatura do corpo até que as células formem o tecido operacional. O processo dura de seis a oito semanas. [...]

GLAUSIUSZ, Josie. Milagre da vida. National Geographic Brasil, São Paulo: Abril, n. 132, p. 20, mar. 2011.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

FANTÁSTICO: POLVO CAMALEÃO!


Esse vídeo mostra a capacidade de um polvo de imitar o ambiente em que vive para tentar escapar do mergulhador. Essa propriedade é conhecida como camuflagem e acontece graças à células especiais chamadas cromatóforos.


domingo, 12 de agosto de 2012

"Pesquisadores descobrem como aranha respira embaixo d'água"



A teia que aranhas mergulhadoras constroem e enchem de ar para formar uma bolha funciona como uma guelra de peixe, permitindo que os aracnídeos permaneçam embaixo da água por longos períodos de tempo, um estudo revelou.

A espécie, conhecida como Argyroneta aquatica, habita pequenos lagos e riachos de pouca correnteza na Europa e Ásia. 

Elas passam praticamente toda a vida sob a água, se acasalando, colocando ovos e capturando suas presas em suas bolhas. 

Em estudo publicado na revista científica Journal of Experimental Biology, cientistas mediram a quantidade de oxigênio dentro e também na área externa em torno da bolha.

Eles concluíram que a bolha funciona como uma guelra, extraindo oxigênio dissolvido na água e dispersando dióxido de carbono acumulado no interior.

O mecanismo permite que elas subam à superfície apenas uma vez por dia ou menos, em vez de a cada 20 ou 40 minutos, como se pensava anteriormente.


Saiba mais

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Biólogos acham anfíbio raro em Rondônia



Seis exemplares da espécie Atretochoana eiselti, anfíbio de corpo alongado, cilíndrico e de pele lisa que pertence à família das chamadas cobras-cegas, foram encontrados perto de obras de uma hidrelétrica no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia. O animal seria o maior anfíbio sem pulmões já encontrado - ele respira pela pele.

Esse anfíbio é considerado raro, já que apenas dois exemplares da espécie haviam sido descobertos até então e não havia informações claras sobre a região que habitavam. Três foram devolvidos ao rio, um morreu e os outros dois foram coletados para estudo.

Os anfíbios foram resgatados durante a secagem do leito do rio. O método foi fundamental para que os animais fosse encontrados, segundo o biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, empresa responsável pelas obras.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, descreveu o biólogo Juliano Tupan, analista Socioambiental da Santo Antônio Energia.


retirado de http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2012-08-01/biologos-acham-anfibio-raro-em-rondonia.html em 01/08/12

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Abelhas Ocupadas


Polinizadoras de orquídeas são tão promíscuas quanto suas plantas preferidas

Há muito biólogos acreditam que abelhas e orquídeas são igualmente interdependentes. Os insetos polinizam orquídeas em troca do aromas das flores que os machos usam para atrair fêmeas. Acreditava-se que os dois organismos evoluíram juntamente, mas um estudo conduzido por Santiago Ramírez, biólogo evolucionista da University of California em Berkeley, publicado na Science no final de 2011, revelou que as abelhas surgiram antes, propondo que as duas são mais independentes do que se pensava anteriormente.

O texto de Ramírez mostra que, embora as orquídeas pareçam bem adaptadas às abelhas – tendo desenvolvido odores que as abelhas apreciam e mecanismos para depositar pólen no corpo dos insetos –, as abelhas são muito menos especializadas. Elas coletam aromas de mais de 700 espécies de plantas e polinizam várias delas. “As abelhas e plantas interagem, mas sabemos pouco sobre como essas redes de interação evoluem”, segundo Ramírez.

Maior conhecimento sobre as abelhas poderia ajudar cientistas a entender seu papel na polinização de orquídeas tropicais, muitas delas em perigo de extinção. As abelhas correm perigo, ameaçadas pelo desmatamento e degradação da terra nativa nas Américas do Sul e Central, e são pressionadas também por processos que dizimam o hábitat e fontes de alimento. André Nemésio, pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia, que estuda essas criaturas esquivas, preocupa-se que esse aprendizado sobre as abelhas não será rápido o suficiente para salvá-las. “Abelhas de orquídeas são solitárias e tímidas; quase não são vistas na floresta”, observa ele. Além disso, como ninguém sabe exatamente a importância das abelhas para as plantas polinizadas por elas ou para seus predadores, as consequências de perdê-las são outro mistério.

Retirado de http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/abelhas_ocupadas.html em 27/07/2012.

sábado, 16 de abril de 2011

OMS deve decidir se destrói últimas amostras do vírus da varíola




A varíola é, desde 1980, considerada extinta pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Todas as amostras do vírus foram destruídas, excepto as existentes em dois laboratórios de segurança máxima, na Rússia e nos Estados Unidos da América. Agora, as opiniões dos cientistas dividem-se: se por um lado, uns consideram que se devem manter, para poderem ser usados em novos estudos; por outro, há quem ache que devem ser destruídas por risco de contaminação ou possível uso como arma biológica.


Após sucessivos adiamentos, desde a década de 1990, está previsto que a OMS decida o futuro dos últimos modelos do Orthopoxvirus variolae numa assembleia, que irá decorrer já no próximo mês de Maio. Segundo alguns investigadores, é possível que existam exemplares clandestinos do vírus. Além disso, haveria formas de recuperá-lo em cadáveres congelados, por exemplo.
Em 2007, os EUA e a Rússia, países onde ficam os laboratórios que abrigam as amostras do vírus, usaram a ameaça de possíveis ataques de bioterroristas para convencer a organização a postergar a destruição. Alertam que só com os exemplares do vírus vivo seria possível desenvolver novas vacinas e tratamentos eficazes em caso de uma epidemia provocada por terroristas.

O argumento convenceu os países-membros, mas a pressão para a destruição tem aumentado consideravelmente, com direito a manifestações públicas nesses próprios países. O risco de contaminação acidental em laboratório é, aliás, um dos principais argumentos a favor da destruição das amostras. Na década de 1970, houve um caso de contaminação em Birmingham, no Reino Unido. Embora o episódio tenha causado uma morte, foi contornado.

Responsável por 500 milhões de mortes só no século 20, a varíola foi erradicada com um esforço mundial de vacinação em massa. Com o declínio da doença, os governos interromperam as imunizações e, actualmente, grande parte da população está desprotegida.

Apesar de muitos países, especialmente os EUA, terem em ‘stock’ significativos exemplares da vacina, seria improvável que o vírus fosse controlado com a rapidez de antes. A imunização tem efeitos colaterais sérios e também não pode ser usada em pessoas com baixa imunidade, tais como os transplantes e portadores do HIV, entre outros.

Reportagem retirada de Scientific American, em 12 de Abril de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A construção da Usina de Belo Monte!



A discussão já se prolonga por alguns meses, e pelo visto ainda está longe de terminar.
De um lado o governo e as construtoras interessadas em levantar a terceira maior hidrelétrica do mundo, porém a menos produtiva devido as condições do relevo da região, e do outro lado, ambientalista, ONGs, e até o IBAMA lutam para que isso não aconteça.

Estou falando da usina de Belo Monte prevista para ser construída no rio Xingu, Pará.

Esse foi o grande motivo da saída de então ministra do meio ambiente Marina Silva, depois de divergir dos interesses da então ministra da casa civil Dilma Rousseff.

Recentemente o presidente do IBAMA pediu exoneração do cargo pois se sentiu pressionado por membros da Eletronorte em entregar a licença definitiva para e execução do projeto, visto que ainda existem muitas exigências a serem cumpridas.

O vídeo abaixo traz uma explicação rápida sobre o projeto e as consequências devastadoras de sua implementação.

http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E


Abraço a todos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Perigos das anfetaminas!


Rebite ou Bolinha


É uma droga derivada de anfetaminas que estimula o sistema nervoso central fazendo com que ele tenha um ritmo mais acelerado de trabalho. Seu nome varia de acordo com seus usuários.

São usadas por motoristas que pela necessidade de dirigir bastante entre dias e noites sem descanso tomam a droga, por estudantes que passam dias e noites estudando e por pessoas que querem emagrecer por conta própria.

Normalmente são ingeridos com bebidas alcoólicas para potencializar seu efeito. Conhecida pelos motoristas como rebite e pelos estudantes e outros como bolinha, a droga é sintética, ou seja, é produzida em laboratório onde algumas podem até se comercializadas como remédios.

O rebite afeta várias áreas comportamentais do organismo. A pessoa apresenta um quadro de insônia, perda de apetite, fala rápida, sente-se revigorado fazendo com que o organismo trabalhe de forma excessiva e acida de suas condições reais.

Após passado o efeito, muitos tomam outra dose para continuar seus afazeres, porém a droga passa a ter sua eficiência reduzida pelo fato de que o organismo já está cansado, fraco e sem condições de manter o pic desejado.

Entre os efeitos já citados, podemos ainda mostrar o que ela inda pode fazer no organismo.

A droga produz a dilatação dos olhos causando maior ofuscamento, taquicardia, aumento da pressão sanguínea, agressividade, irritação, delírio percecutório, alucinações, paranóia, palidez e degeneração das células cerebrais.

O uso contínuo dessa droga leva o organismo a acostumar-se com tal substância fazendo com que o usuário tome doses cada vez maiores. Tal fato atenta par o vício e para a síndrome da abstinência. Algumas pessoas quando não consomem a droga ficam depressivas ou irritadas, entretanto, não é uma regra geral.

Portanto moçada, muito cuidado com medicamentos que prometem melhorar atenção e a concentração no momento das provas. Você pode obter efeitos indesejados.

texto enviado por email pela farmacêutica Mayara Lopes Paiva

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Animação da Coagulação Sanguínea

O vídeo abaixo é uma animação feita pela Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto, disponibilizado no Youtube que ilustra muito bem o processo de coagulação sanguínea.

Divirtam-se.

Qualquer dúvida entrem em contato.

abraço moçada.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Gabarito - Intensivão - Semana 01. Correção

Moçada, algumas questões estavam trocadas em relação a apostila e o gabarito. Abaixo vai a correção das questões alteradas.


34. e
35. e
40. b
41. d
44. d
45. d
51. e
52. d


Pronto.

Abraços

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

GABARITO - APOSTILA 1 - INTESIVÃO 2010 - AVANT GARDE

01. c
02.a
03. a
04. c
05. c
06. c
07. d
08. c
09. d
10. b
11. b
12. e
13. a
14. a
15. c
16. b
17. a
18. a
19. e
20. d
21. b
22. b
23. c
24. d
25. a
26. b
27. b
28. c
29. b
30. b
31. e
32. e
33. d
34. e
35. e
36. b
37. c
38. b
39. a
40. d
41. b
42. a
43. c
44. d
45. d
46. c
47. c
48. c
49. d
50. a
51. d
52. e
53. c

domingo, 17 de outubro de 2010

O novo dilema da genética!


Lendo o blog da pesquisadora Mayana Zatz para o site da revista Veja, vi uma questão interessante sobre o futuro das descobertas do genoma. Até que ponto é interessante para uma pessoa saber sua possibilidade de portar um gene que lhe causará uma doença grave e sem tratamento?

Um exemplo ocorreu com um casal de irmãos que há dez anos atrás procurou o laboratório de Mayana para realizar um exame de DNA com a intenção de saber qual dos dois portava o gene defeituoso que causara ataxia em sua mãe, avó e dois tios maternos. Mas qual seria a reação deles ao saber da possibilidade de desenvolver a doença no futuro? Por fim, não realizaram o exame e permaneceram na incerteza.

Dez anos mais tarde, voltaram ao laboratório. O rapaz com 45 anos, claramente afetado pela doença, e a moça - aos 35 - normal. Ela agora não estava interessada em saber sobre sua possível chance de desenvolver a doença, mas sim gostaria de ser mãe, porém não pretendia passar o gene afetado para seu futuro filho. Como fazer isso com segurança?

A proposta dela era realizar fertilização in vitro com um espermatozóide do marido e um óvulo normal de uma doadora. Mas isso custaria caro emocionalmente e financeiramente sem garantias de sucesso. O que fazer?

Seria correto realizar o exame de DNA sem o consentimento da paciente? Se detectado o gene afetado, permanecer em silêncio e continuar com o processo de fertilização; OU, se o resultado fosse negativo para o gene, dar essa ótima notícia para ela e evitar esses futuros gastos?

O que seria mais correto nesse cenário? Até que ponto o conhecimento de nosso genoma pode ajudar ou atrapalhar nossas vidas.

Opine Leitor.

Abraço.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cientistas defendem 5 momentos para início da vida humana

Os cientistas não têm consenso sobre o momento exato em que começa a vida humana, mas há cinco hipóteses mais aceitas.

Cada uma delas, listadas pelo biólogo americano Scott Gilbert no livro "Biologia do Desenvolvimento", parte de uma característica considerada essencial à existência dos seres humanos.

A primeira é a abordagem genética. Para ela, já há vida no momento da fecundação, porque a união do espermatozoide ao óvulo dá origem a uma nova combinação de genes -um DNA inédito.

"Há vários pontos, inclusive éticos, a considerar, mas eu acredito que a fecundação marca o início da vida", afirma o especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi. A maioria das religiões apoia esse conceito.

A geneticista da USP Lygia Pereira diz que a definição do novo genoma é "sem dúvida importantíssimo para o início da definição de vida", mas afirma que isso não significa que seja o ponto definitivo no conceito de vida.

"Existem muito mais fatores", diz ela, que prefere não apontar um momento único.

Outro fator, por exemplo, é o início da gastrulação -processo de divisão que dá origem aos diferentes órgãos. Disso surge uma posição diferente da Cambiaghi, que diz ser necessário esperar até essa divisão começar para determinar o início da vida. A gastrulação começa quando o zigoto, que a partir desse ponto é chamado de embrião, instala-se no útero.

Boa parte dos abortos espontâneos acontece ainda nesse estágio e a mulher sequer percebe a gravidez.

Um terceiro fator considerado é a atividade neuronal. Como a morte cerebral é interpretada como fim da vida humana, por simetria, o começo da atividade cerebral marcaria o seu princípio. Essa é a opinião da embriologista da USP Irene Yan.

"Como indivíduo, o ser humano começa com o desenvolvimento da atividade cerebral", afirmou ela. Boa parte dos cientistas considera que isso ocorre após o primeiro trimestre de gravidez, mas há divergência sobre o momento exato. Para Yan, o critério de vida precisa ser adaptado em cada espécie. "Ouriços do mar, por exemplo, não têm cérebro. Precisamos, então, encontrar outros critérios que determinem a formação de nova vida para essa espécie."

Bem menos difundida, mas também presente, é a abordagem ecológica, uma quarta linha de pensamento. Para ela, a vida começa quando o feto já é capaz de sobreviver fora do útero, o que aconteceria normalmente no sétimo mês de gestação. Com o avanço da medicina, no entanto, esse critério fica mais difuso, pois há casos de bebês que sobrevivem nascendo bem antes.

Um último ponto de vista defende que o feto só existe como vida quando se torna biologicamente independente de sua mãe. No Brasil, esse é o conceito usado para determinar quando o indivíduo passa a ter alguns dos seus direitos constitucionais básicos -o feto só tem personalidade jurídica depois do nascimento.

retirado da reportagem de Giuliana Miranda de www.folha.com.br/ciencia em 15/10/2010

Opine sobre esse assunto. Deixe um comentário e responda a enquete.

Abraço

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cirurgia de catarata!

Confira abaixo, como é feito o processo cirurgico de correção de catarata, que é caracterizada pela opacidade do cristalino.


domingo, 19 de setembro de 2010

Terapia Gênica traz esperanças para pacientes com Talassemia.


A talassemia é uma forma de anemia, causada por uma deficiência gênica na produção de uma das cadeias de hemoglobina, resultando na produção incorreta de glóbulos vermelhos do sangue. Pacientes com essa enfermidade necessitam receber incômodas transfusões de sangue para diminuir os sintomas. A terapia gênica para essa forma de anemia pareceu ser bem sucedida para pacientes, que após três anos de tratamento não precisaram mais receber doações. Resta saber o quanto do fator sorte pode estar por traz deste sucesso.

Os pacientes com beta-talassemia são portadores de genes defeituosos para a produção de beta-hemoglobina o que os mantêm refém de muitas transfusões de sangue ao longo de suas vidas. Esse incoveniente e debilitante processo acaba por reduzir a expectativa de vida dos afetados. O único remédio conhecido para esse mal é o tratamento com células-tronco, porém a maioria dos doentes não encontra um doador compatível.

Devido a natureza exaustiva do tratamento, a terapia gênica tem sido vista por muitos com uma perspectiva muito empolgante. Um exemplo recente deste avanço é um homem de 18 anos com uma cópia não funcional e outra instável do gene para beta-hemoglobina. Ele recebia transfusões desde os três anos de idade.

Philippe Leboulch da Harvard Medical School, faz parte da equipe que realizou o estudo, que descreveu como "mudança de vida". "Antes deste tratamento, o paciente recebia transfusão a cada mês. Agora, ele tem um emprego de turno cheio como cozinheiro", diz ele.

No entanto, Michael Antoniou do King's College London, defende que este processo foi "um evento extremamente fortuito", e que o resultado positivo observado é improvável que seja reproduzido em outros pacientes.

O procedimento foi realizado da seguinte forma. Em 2007, uma equipe internacional liderada por Marina Cavazzana-Calvo, da Universidade Paris-Descartes extraiu células-tronco hematopoiéticas (HSCs) da medula óssea do paciente. Estas células dão origem a todos os tipos de células do sangue, incluindo à hemácias. Os cientistas cultivaram essas células, misturando-as à vetores de lentivírus - um retrovírus - em que uma cópia funcional do gene beta-globina foi introduzido.

Quimioterapia foi usado para eliminar o maior número de HSCs defeituosas, evitando a diluição das células geneticamente corrigida, que foram então transplantadas. Níveis de glóbulos vermelhos saudáveis e normais β-globina no corpo do sujeito aumentaram gradualmente até que, em torno de um ano após o tratamento, ele já não necessitava de transfusões. Após 33 meses, ele permanece ligeiramente anêmico, mas o fato de permanecer livre de transfusão tem sido aclamado como um sucesso.

No entanto, essa conquista é temperado por uma nota de advertência. Os pesquisadores detectaram a superexpressão de uma proteína chamada HMGA2, que tem sido associada ao câncer, em uma alta proporção das células geneticamente modificadas.

A superexpressão ocorreu porque o vetor lentivírus podem integrar aleatoriamente cromossomos. Por acaso, um clone de células hematopoiéticas transplantadas continha um vetor de inserção no gene HMGA2. Um ano após o transplante, os investigadores observaram que a proporção de células geneticamente modificadas originadas deste clone de célula especial foi subindo até chegar a um patamar de 50%.

As razões para a superexpressão desse clone particular permanecem obscuras. Luigi Naldini, um pesquisador de terapia genética em San Raffaele Teleton Instituto de Terapia Gênica, em Milão, na Itália, diz que o transplante com uma grande população inicial de HSCs modificadas, pode ser a chave do sucesso do tratamento.

Analisando o sistema hematopoiético na íntegra, os pesquisadores descobriram que níveis mais elevados de HMGA2 estavam presentes em apenas cerca de 5% das células circulantes do paciente, mas a superexpressão de HMGA2 levou ao aumento das células do sangue. Os cientistas dizem que este aumento causado pela superexpressão de HMGA2 poderia ser parcialmente responsável pelos benefícios terapêuticos, mas também poderia ser sinal de doença maligna no futuro.

Antoniou sugeriu que a função de HMGA2 é "chave" para o efeito terapêutico e que, sem a inserção involuntária, combinado com a capacidade do paciente para produzir de β-globina, naturalmente, as transfusões provavelmente continuará a ser necessária.

Mas Leboulch diz que a produção de β-globina das células modificadas foi bastante elevada antes mesmo que as células contendo a inserção atingissem a marca de 50%, de modo que a maior parte do efeito terapêutico pode ter sido devido o implante de células modificadas, mais do que a multiplicação das células do sangue causada pela inserção HMGA2. E Naldini diz que o fato de que a expressão-globina β pelas células implantadas está sendo visto como um importante avanço na medicina.

BIOCISTRON .