sábado, 30 de janeiro de 2010

Quais são os frutos da COP15?


Países têm até amanha para apresentar um plano de redução na emissão de CO2.

A tão badalada reunião dos principais países do mundo em Copenhague em Novembro passado, em prol do combate do aquecimento global, terá sua provação amanha. Esse é o prazo determinado para que os países participantes apresentassem um relatório indicando a percentagem de cortes na emissão de gases na atmosfera até 2020.

A COP15 que reuniu os principais líderes de estado do planeta, teve um resultado muito abaixo do esperado. A princípio os especialista previam um acordo que resultasse na queda de 40% das emissões de gases, principalmente o gás carbônico, mas o final as 17% acordados foram de certa forma decepcionantes.

A China foi a nação que bateu de frente com os países desenvolvidos, pois não era a favor de um corte igualitário entre os países, já que durante anos as grandes potências sozinhas poluíram o planeta. Neste momento em que os países emergentes incomodam os países ricos, um corte brusco na emissão dos gases resultaria na quebra do crescimento contínuo desses países (Brasil, China e Índia principalmente).

O presidente Barack Obama, declarado como o "salvador" do planeta, simplesmente se omitiu nesse momento em que o mundo esperava dele uma solução, principalmente para justificar o contestado prêmio Nobel da Paz ganho por ele em Outubro. Isso prova que todo presidente americano seguem rigorosamente a mesma cartilha.

Os cientistas afirmam que esse corte proposto não será suficiente para impedir que a temperatura da Terra se eleve em apenas 2ºC neste século. A projeção passa a ser de 3,5ºC, o que parece pouco, mas será suficiente para elevar o nível dos oceanos em alguns centímetro, provocando enchentes em regiões litorâneas.

Enfim, os interesses políticos ainda estão muito além da preocupação com o planeta, e isso implica na sobrevivência da espécie humana e um futuro não muito distante.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cuidado com a sibutramina!


Sibutramina foi proibida na Europa por risco de doenças cardiovasculares. Parecer definitivo da ANVISA deverá ser dado em fevereiro.

A substância sibutramina, utilizada no tratamento da obesidade, continuará liberada no Brasil, informou ao G1 o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo, nesta terça-feira (26). Segundo ele, o órgão fará um alerta sobre os riscos cardiovasculares trazidos pelo medicamento, mas não irá proibi-lo.

Os medicamentos à base de sibutramina – vendidos sob os nomes Reductil, Reduxade, Zelium e Meridia – foram suspensos na Europa na última quinta-feira (21). Para a Agência Europeia de Medicamentos (Emea), a substância pode causar problemas como ataque cardíaco ou derrame.

Segundo Raposo, a Anvisa optou por não proibir o remédio porque os estudos que fundamentaram a decisão do Emea foram feitos em pacientes que já tinham riscos cardíacos. “Fica o alerta para que os médicos façam uma avaliação bem criteriosa, observando se os pacientes têm alguma doença ou condição prévia, como diabetes ou hipertensão.”

Mais risco

No final de 2009, um grupo norte-americano pediu a proibição do medicamento nos EUA. Um estudo analisado pela agência responsável pelo controle de drogas e alimentos no país (FDA, na sigla em inglês) havia indicado que 11,4 % dos pacientes que tomaram medicamento à base de sibutramida morreram ou sofreram paradas cardíacas ou derrames, enquanto o número foi de 10% para os pacientes que tomaram placebo (pílulas falsas feitas de açúcar).

A decisão da agência brasileira é parecida com a norte-americana, que na última quarta-feira (21) lançou um comunicado pedindo que os fabricantes de medicamentos aumentassem as contraindicações, mas não proibiu o uso da substância.

'Primeira opção'

Segundo o endocrinologista José Marcondes, do hospital Sírio-Libanês, a sibutramina é a primeira o opção no tratamento da obesidade, já que outras drogas que combatem o problema podem apresentar ainda mais efeitos colaterais. “Das opções que a gente tem, é a mais segura. Quem não reage [à sibutramina] tem que usar drogas mais antigas”, afirma.

O médico avalia que os efeitos positivos contra a obesidade compensam os efeitos colaterais. “Sabemos que na obesidade temos aumento da frequencia cardíaca e de pressão. Revertendo isso, diminuem o nível de pressão e frequência. É um risco que vale a pena”, avalia.

Marcondes ressalta, contudo, que os pacientes devem ter acompanhamento das suas condições cardiovasculares durante o tratamento. “São necessários exames de rotina, como tirar pressão e avaliar a frequencia cardíaca”. O médico avisa também que o medicamento só é prescrito nos casos em que os pacientes não conseguem vencer a obesidade por meio de exercícios físicos e de mudanças na alimentação.
http://g1.globo.com/g1/ciencia/

Vale a pena lembrar que não se deve comprar remédios sem a receita de um especialista, e que muitas pessoas utilizam medicamentos como a fluoxetina, que têm atuação anseolítica, de olho nos efeitos colaterais que é a perda do apetite. Isso é um perigo. Cuidado!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

'Peixe mais feio do mundo' corre risco de extinção, diz jornal

O peixe da espécie Psychrolutes marcidus, conhecido por blobfish e por uma cara que dá pena, está em risco de extinção. A informação está no site do jornal britânico "Daily Mail". O hábitat da criatura é a costa sudeste da Austrália, em águas profundas. O risco de extinção vem do excesso de pesca por traineiras, barcos de pesca que fazem uso de redes de arrastão para amealhar suas vítimas.

O inchado habitante das profundezas, pode chegar a cerca de 30,5 centímetros e vive a 800 metros de profundidade, então é visto muito raramente. Mas está sendo levado pelas redes com as espécies que são preciosas à atividade pesqueira. Ele mesmo não é para se comer, logo não interessa, mas deu o azar de viver nas mesmas paragens de outros seres oceânicos mais apetitosos, entre os quais camarões e lagostas.

Callum Roberts, especialista nas profundezas do mar da Universidade de York, explica que o P. marcidus tem todas as razões do mundo para ser um bicho taciturno, com um jeitão miserável. “São muito vulneráveis a ser arrastados pelas redes e, pelo que sabemos, seu hábitat é restrito a essas áreas”, explica Roberts, autor do livro “The Unnatural History of the Sea” (A História não natural do Mar).

"As frotas de traineiras de águas profundas da Austrália e da Nova Zelândia são umas das mais ativas do mundo, então se você é um peixe desses, ali não é um bom lugar para viver.” A pescaria com redes de arrastão é uma das formas mais predatórias da atividade.

Os tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água, o que permite que flutue. Quase não tem músculos, mas ainda assim se vira muito bem: vai engolindo detritos que aparecem na frente dele.


Se quiser saber mais sobre animais das profundezas, acesse essa reportagem anterior: Nas Profundezas do oceano.