Bom, na verdade essa gripe provocou muito alarde na população no ano passado, principalmente por causa da imprenssa. As mortes foram causadas principalmente pelo estado de saúde dos afetados, a maioria com problemas cardiovasculares, imunosuprimidos, grávidas e crianças.
Como diria o velho ditado, é melhor previnir do que remediar, portanto, esse quase um ano pós pandemia de gripe, teria sido suficiente para que as autoridades sanitárias desenvolvessem uma vacina eficiente para o caso. Se a vacina é segura ou não, nós veremos com o tempo, mas por enquanto, acoselhor quem está na faixa de risco, vacine-se. Eu já me vacinei, e vc?
Começou no mês de março uma intensa campanha de imunização contra um vírus perigoso que vitimou muitas pessoas no ano passado, o H1N1.
A conhecida gripe suína teve origem detectada em 1930 afetando criações de suínos, porém era inofensiva ao homem. No ano passado, um vírus mutante que teria características da gripe suína, aviária e humana, foi capaz de causar doenças no homem, provocando mortes e gerando pânico na população mundial. Estabeleceu-se uma pandemia.
A população foi pega de surpresa por esse vírus que, somente no Brasil contaminou mais de 9.000 pessoas, levando à morte 900, dentre essas, idosos, gestantes e crianças foram os casos mais críticos.
Desde então, os cientistas trabalharam na produção de uma vacina eficiente contra a gripe A. O processo consiste em isolar os vírus causadores da enfermidade e inativá-los, evitando assim que causem a doença, porém a presença do vírus no corpo é suficiente para ativar o alerta das células de defesa (glóbulos brancos) que produzem anticorpos, num processo chamado imunização.
Se uma pessoa imunizada vier a se contaminar com a gripe A, as células de defesa rapidamente produzem anticorpos que neutralizam o vírus, impedindo o desenvolvimento da doença.
A vacinação será feita a princípio nas faixas etárias mais atingidas no ano passado, pois ainda não existe vacina suficiente para imunizar todos os brasileiros. Profissionais de saúde e grupos indígenas, gestantes, os doentes crônicos, crianças entre seis meses e dois anos, jovens com idade entre 20 e 29 anos e a população de 30 a 39 anos são os alvos da vacinação. Os adolescentes não serão vacinados nesta primeira etapa e por isso devem ficar atentos as formas de prevenção da doença:
Evitar aglomerações, principalmente em lugares fechados;
Ao espirrar, cobrir a boca com as mãos ou um lenço;
Lavar constantemente as mãos, pois o vírus pode sobreviver em lugares como a maçaneta de uma porta;
Comer carne de porco cozida não passa a doença, pois, o vírus é destruído à 70°C;
Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, porém, mais agudos e incluem febre acima de 38°, moleza, falta de apetite e tosse. Coriza clara, garganta seca, náusea, vômito e diarréia também podem acontecer; assim como, dores de cabeça, irritação nos olhos e dor muscular e articular.
Não marque bobeira com a gripe suína, vacine-se, não seja mais um número nas estatísticas!
A tão comentada gripe suínas (coitadinho dos porcos), oficialmente chamada de gripe A H1N1, está servindo para testar o preparo dos países em encarar uma pandemia. O alarde que se faz sobre essa gripe, não é o perigo que ela pode trazer aos seres humanos, mas a facilidade com que ela pode se espalhar pelo mundo, afinal, a gripe comum mata mais pessoas do que a tão falada gripe suína.
O negócio é o seguinte, só tem chances de morrer por essa gripe quem estiver com o sistema imunológico debilitado, crianças e idosos, os mesmos pacientes de risco da gripe comum, ou você já se esqueceu que todo ano tem campanha de vacinação para os velhinho? O nome H1N1 vem dos tipos específicos de proteínas existentes nos vírus, que no caso do H significa hemaglutinina e no N é neuroaminidase. O porquinho infectado pela gripe suína comum, contraiu também gripe aviaria e a gripe humana, e esses vírus se misturaram, criando essa nova forma contagiosa para o homem, e como nosso sistema imunológico nunca tinha entrado em contato com esse novo vírus, as consequências foram tão comentadas.
Na história, verifica-se que os vírus altamente contagiosos são pouco letais e os altamente letais são pouco contagiosos, veja um exemplo: A gripe comum pode matar até 500 mil pessoas por ano no mundo, mas isso representa apenas 0,24% de todos os infectados; a gripe espanhola matou entre 1918 e 1919, 50 milhões de pessoas, mais que a primeira guerra mundial, mas a sua letalidade só chegou a 2,5%.
Os vírus altamente letais como o Ebola, são tão violentos que não dão tempo ao hospedeiro de disseminar o vírus; o vírus mata tão rápido que acaba se suicidando antes de se espalhar decentemente; nesse caso o Ebola mata 90% dos contaminados, o que representa apenas 45 mortes por ano.
A gripe suína serve de alerta para mostrar a alta capacidade de mutação desse seres ultra-microscópicos, e para provar que o mundo não está preparado para uma pandemia, que em 1918 demorava 9 meses para se estabelecer, hoje não levando mais que 3 meses, justamente pela comodidade fornecida pela globalização. O dia em que uma mutação gerar um vírus altamente letal, que seja capaz de deixar um pessoa viva por algumas semanas, já seria o suficiente para se espalhar mundialmente, causando milhões de vítimas.
A organização mundial da saúde (OMS) esperar que daqui a alguns anos, alguma pandemia possa matar até 7,5 milhões de pessoas. Que o sacrifício dos porquinhos não sejam em vão, e os governos não deixem esse fato cair no esquecimento até que apareça um novo alerta!