segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pesquisa sobre proteção dos cromossomos recebe Nobel de medicina


Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak receberam nesta segunda-feira (05/10) o Prêmio Nobel de Medicina por sua descoberta dos mecanismos de proteção dos cromossomos por meio dos telômeros. Essas estruturas de proteínas e DNA não codificante formam as extremidades dos cromossomos. Este é o 100º Nobel de medicina concedido. Ao todo, 192 cientistas já receberam o prêmio.
Os telômeros atuam como dispositivo protetor embutido nos cromossomos. Em 1984, Elizabeth e Carol, então sua aluna, descobriram e batizaram a telomerase, enzima reguladora dos telômeros que já chegou a ser chamada de "enzima da imortalidade".
Mas a telomerase também está presente nas células cancerígenas (que têm uma capacidade ilimitada de multiplicação). Ou seja: a enzima da imortalidade também tem sérios efeitos negativos. Compreendê-la lança luz sobre o processo de envelhecimento e também ajuda na luta contra o câncer.
Em 1999, por exemplo, cientistas do Centro Médico da Universidade do Texas conseguiram matar células tumorais humanas inibindo a telomerase . Eles desenvolveram pequenos inibidores sintéticos antitelomerase. Quando esses inibidores foram introduzidos nas células cancerígenas, causaram encurtamento progressivo dos telômeros e, finalmente, a morte celular. O estudo, publicado em dezembro daquele ano na "Proceedings of the National Academy of Sciences", validava a telomerase como alvo para drogas contra o câncer.

Contribuições

Elizabeth e Carol identificaram a enzima telomerase, que forma os telômeros. Enquanto isso, pesquisas de Szostak e Elizabeth elucidaram de que modo o encurtamento dos telômeros está vinculado ao envelhecimento. Desde então, os estudos sobre a telomerase se transformaram em um dos campos mais disputados do desenvolvimento de novos medicamentos, principalmente para câncer, uma vez que, acredita-se, que a enzima exerce um papel ao permitir que as células tumorais se reproduzam sem controle.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Médico chinês transforma tomografias em arte!

O radiologista chinês Kai-hung Fung desenvolveu uma técnica que transforma tomografias computadorizadas em 3D para diagnósticos médicos em arte.

O especialista, que trabalha no Hospital Pamela Youde Nethersole Eastern, em Hong Kong, já teve sua obra reconhecida.

Uma imagem da cavidade nasal feita por Fung recebeu um prêmio em um concurso da revista Science e da Fundação Nacional para a Ciência, nos Estados Unidos.

Imagem de cavidade nasal ganhou prêmio / Cortesia Dr. Kai-hung Fung


O que Fung criou em 2006 é o que chama de "Técnica Arco-Íris", na qual adiciona cor às imagens do computador. "Estas imagens que eu crio são produzidas diretamente de um terminal médico de 3D, representando o que eu vejo nele", disse o especialista.

"Eu não uso programas de computador como o Photoshop para mudar mais as imagens".

"O meu objetivo é preservar a relação direta entre os dados e a obra de arte. É uma verdadeira integração de arte, ciência e tecnologia e tanto pode ser estudada cientificamente quanto apreciada como arte visual".

"As imagens estão cheias de informação. Cada linha ou ponto representa uma estrutura anatômica específica do organismo em estado normal ou debilitado. Isto cria uma perspectiva pouco comum".


Imagem da superfície pulmonar / Cortesia Dr. Kai-hung Fung

A reportagem acima mostra que a ciência também pode ser vista por um ângulo bem diferente, e que apesar da eficiência da tomografia, que é um aparelho que pode proporcionar imagens em 3 dimensões do corpo humano, não deixa se ser belo, podendo se tornar arte nas mãos de um médico inspirado.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Céluas-tronco vão criar vidas!


A busca pela imortalidade, ou, em outras palavras, a possibilidade de reparo infinito de órgãos e tecidos, é parte antiga do imaginário coletivo.

O que quase todos os cientistas descobriram é que a capacidade de regeneração do corpo humano é limitada. Transplantar seria uma solução - mas que não resolve a enorme demanda por órgãos de reposição e o enorme desgaste causado pelo envelhecimento. Então surgiram as células-tronco, e com elas a esperança de chegar mais perto da eternidade.

Aqui um parênteses: "célula-tronco" é a tradução do inglês stem cell, o nome dado às células de plantas que têm a capacidade de se regenerar. Hoje, esse termo é usado para identificar qualquer célula que, ao se dividir, é capaz de se autorrenovar ou formar novos tecidos ou órgãos.

As mais versáteis (e famosas) células-tronco são as embrionárias, retiradas de embriões humanos. Mas elas não são as únicas: em 2007, uma equipe liderada pelo cientista japonês Shinya Yamanaka surpreendeu o mundo ao tornar células adultas tão versáteis quanto as embrionárias. O que Yamanaka fez foi reprogramar células retiradas da pele de seres humanos - na prática, ele criou células-tronco a partir de células comuns. Uma revolução!

Em Julho deste ano, o pesquisador iraniano radicado no Reino Unido, Karim Nayernia deu mais um passo: anunciou a criação de espermatozóides a partir de células-tronco embrionárias humanas. Também prometeu para muito breve a criação de células germinativas provenientes de células não embrionárias geradas na pele. Nayernia está abrindo a seguinte porta: gerar vida a partir de um apanhado de células da pele. Ou seja: mais do que concretizar o antigo sonho da vida longa, o iraniano quer usar a técnica para gerar vida em laboratório.

Ainda que não esteja claro se esses espermatozóides realmente serão capazes de fecundar um óvulo e iniciar um processo de reprodução humana, a porta está aberta. Já dá para ver, num futuro não muito distante, a medicina sendo capaz de fazer casais inférteis gerar filhos. Ou duas mulheres gerar uma criança. Ou uma criança gerar outra criança. São novas formas de começar uma vida. Que vão abrir uma séria de discussões éticas, mas que acabarão por beneficiar a sociedade muito mais do que prejudicá-la.
(Superinteressante, Agosto de 2009)

A ideia da reportagem acima nos mostra como a ciência evolui cada vez mais. A dez anos atrás, a questão das células-tronco talvez fosse uma utopia, e hoje já se fala em criar uma célula-tronco. Assim como toda pesquisa científica, a ética precisa ser levada em consideração para não ultrapassar os limites aceitáveis pela sociedade, mas mesmo assim, não se pode censurar a ciência, que quando é bem intencionada, é muito útil para a humanidade.

Como toda novidade é cercada de desconfiança, essa possibilidade da criação da vida a partir de células da pele por exemplo, precisa ser analisada com cuidado, já que daqui a alguns anos, depois de bem consolidada, pode resolver o problema de casais com problemas de fertilidade.

Devemos apoiar a ciência do bem, que resolve, que ajuda, que cura. A ciência do homem que brinca de ser Deus, não deve ganhar créditos, até porque Deus está acima de qualquer religião a até mesmo da própria ciência.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A gripe suína é apenas um alerta!


A tão comentada gripe suínas (coitadinho dos porcos), oficialmente chamada de gripe A H1N1, está servindo para testar o preparo dos países em encarar uma pandemia. O alarde que se faz sobre essa gripe, não é o perigo que ela pode trazer aos seres humanos, mas a facilidade com que ela pode se espalhar pelo mundo, afinal, a gripe comum mata mais pessoas do que a tão falada gripe suína.

O negócio é o seguinte, só tem chances de morrer por essa gripe quem estiver com o sistema imunológico debilitado, crianças e idosos, os mesmos pacientes de risco da gripe comum, ou você já se esqueceu que todo ano tem campanha de vacinação para os velhinho?
O nome H1N1 vem dos tipos específicos de proteínas existentes nos vírus, que no caso do H significa hemaglutinina e no N é neuroaminidase. O porquinho infectado pela gripe suína comum, contraiu também gripe aviaria e a gripe humana, e esses vírus se misturaram, criando essa nova forma contagiosa para o homem, e como nosso sistema imunológico nunca tinha entrado em contato com esse novo vírus, as consequências foram tão comentadas.

Na história, verifica-se que os vírus altamente contagiosos são pouco letais e os altamente letais são pouco contagiosos, veja um exemplo: A gripe comum pode matar até 500 mil pessoas por ano no mundo, mas isso representa apenas 0,24% de todos os infectados; a gripe espanhola matou entre 1918 e 1919, 50 milhões de pessoas, mais que a primeira guerra mundial, mas a sua letalidade só chegou a 2,5%.

Os vírus altamente letais como o Ebola, são tão violentos que não dão tempo ao hospedeiro de disseminar o vírus; o vírus mata tão rápido que acaba se suicidando antes de se espalhar decentemente; nesse caso o Ebola mata 90% dos contaminados, o que representa apenas 45 mortes por ano.

A gripe suína serve de alerta para mostrar a alta capacidade de mutação desse seres ultra-microscópicos, e para provar que o mundo não está preparado para uma pandemia, que em 1918 demorava 9 meses para se estabelecer, hoje não levando mais que 3 meses, justamente pela comodidade fornecida pela globalização. O dia em que uma mutação gerar um vírus altamente letal, que seja capaz de deixar um pessoa viva por algumas semanas, já seria o suficiente para se espalhar mundialmente, causando milhões de vítimas.

A organização mundial da saúde (OMS) esperar que daqui a alguns anos, alguma pandemia possa matar até 7,5 milhões de pessoas. Que o sacrifício dos porquinhos não sejam em vão, e os governos não deixem esse fato cair no esquecimento até que apareça um novo alerta!

sábado, 27 de junho de 2009

Porque a temperatura do nosso corpo é de 37°C?


Mamíferos e aves são endotérmicos e homeotérmicos. Não é a mesma coisa? Não! Endotérmicos são animais que possuem fonte de calor e homeotérmicos são animais que mantém a temperatura corporal constante. Veja bem, na escala evolutiva, esse fato da endotermia foi uma das principais vantagens que aves e mamíferos obtiveram em relação aos répteis, pois um organismo endotérmico está sempre pronto para uma emergência, pois a explosão muscular e a velocidade de reação é a mesma em qualquer clima. Se a gente tivesse que esperar o sol nos aquecer, todos teríamos que ficar tomando sol pela manha antes de sair de casa, como os jacarés fazem na beira do rio.

Quem regula a temperatura do corpo é uma região do encéfalo chamada de hipotálamo, que funciona como um termostato, ajustado entre 36,6 e 37°C, abaixo disso, nossos músculos começam a tremer liberando energia e calor que nos aquece; acima disso começamos a suar, o que permite diminuir nossa temperatura. Elevada temperatura corporal acima dos 42°C pode fazer as proteínas do corpo cozinhar, desnaturando-as. Já o frio extremo pode criar cristais de gelo no corpo, matando as células.

Mas o desenvolvimento evolutido da endotermia so foi possível com o surgimento do tecido adiposo, a famosa gordurinha, ou pneuzinho, que funciona como um cobertor natural que impede que o calor do corpo seja perdido facilmente para o ambiente. Ou seja, nao adiante colocarmos um cobertor para aquecer um jacaré durante a manha, pois ele nao produz calor internamente.

Confira abaixo a lista da temperatura corporal de alguns animais:
Ornntorrinco - 31°C
Cavalo - 36°C
Homem - 37°C
Macaco - 38,1°C
Vaca - 38,5°C
Ovelha - 39°C
Avestruz - 39,4°C
Galinha - 42°C

A árvore artificial!



Isso mesmo, os cientistas norte-americanos (pra variar) conseguiram criar uma árvore artificial. Pra que? Fazer fotossíntese? Dar frutos? Fazer sombra (para isso não era preciso criar uma árvore, não é mesmo?). Nenhuma das respostas anteriore; eles conseguiram reproduzir em laboratório uma das maravilhas da natureza que só as plantas conseguem fazer; desafiar a lei da gravidade conduzindo água do solo até as folhas sem gastar energia.

As plantas não se esforçam em nada para fazer esse trabalho, tudo ocorre graças a um rede de finíssimos tubos chamado de xilema, que conduzem a água sem gasto de energia, através da propriedade de capilaridade. Imaginem o esforça que uma sequoia faria para conduzir água do solo pelos seus 115m de altura, a mesma de um prédio de 30 andares.

Os cientistas criaram um pedacinho de hidrogel (mesmo material de lentes de contato) de 6cm de altura por 1mm de espessura, que imita o processo das plantas. Essa nova tecnologia pode ser usada em prédios (para que a água suba até os apartamentos sem gasto de energia), na descontaminação de solos poluídos, e até em um novo tipo de usina hidrelétrica, que nao dependeria de rios e lagos. Segundo o cientista Abraham Stroock, da Universidade de Cornell, a árvore artificial poderia puxar a água até 100m de altura. Impressionante.

sábado, 2 de maio de 2009

E o dia em que a Terra parar?


E se por acaso, nosso planeta vier a parar? O que aconteceria com a vida na Terra? Lógico que a primeira resposta é a de que a vida deixaria de existir; mas como?

O fim do movimento de rotação da Terra já foi tema de vários filmes como o sucesso recente "O dia em que a Terra parou", com Keanu Reeves. De fato, nem mesmo os cientistas sabem exatamente quais seriam as verdadeiras consequências disso para os seres vivos, no entanto, uma coisa é fato: seria uma catástrofe inimaginável.

Para o professor Marcelo Knobel, do Instituto de Física da Unicamp, se a Terra parasse de girar, o planeta sofreria os efeitos da inércia, uma vez que sairia de uma velocidade de aproximadamente 900 km/h (em uma latitude de 45°) para zero. Desta forma, todas as construções sobre a superfície terrestre desabariam, além disso, fortíssimos terremotos sem igual assolariam a face da Terra.

Em médio e longo prazo, praticamente todos os ecossistemas seriam destruídos; provavelmente algumas espécies de regiões abissais poderiam sobreviver, já que têm a vida baseada na quimiossíntese. Essa destruição se daria pelo fato de que, nestas condições, o dia terreno passaria a durar um ano, metade dele com luz solar e a outra metade nas trevas, o que destruiria todos os seres vivos por calor ou frio extremo.

Por calor, pelo fato de que haveria uma evaporação intensa de água dos oceanos do lado dia, aumentando o efeito estufa, e, consequentemente, as temperaturas, que poderiam chegar a níveis exorbitantes. Por frio, pelo fato de que as correntes oceânicas do lado noite formariam camadas de gelo muito espessas, que não derreteriam nem se estivessem no lado dia, desencadeando uma eterna era glacial.
BIOCISTRON .